Fixações

O reino veio do céu; seu governo, suas leis, seu modo de vida, de pensamento e de adoração são aqueles do céu; a grande nação da qual os santos são cidadãos está agora centrada no céu. (Filipenses 3:20); e olha para o céu como seu lar, sua pátria. Devemos honrar Deus quando infiéis desonram nossa pátria, nosso lar, que não é deste mundo.

No céu – responde o observador, desavisado – há muitas portas. Ao meu ver, há muitas formas de alcançá-lo. O céu é um lugar amplo, e tem mil portas. E pouco importa minha pátria. O “território”, afinal, deriva tanto de “terra” como de “terrere” (amedrontar), o territorium sendo “um lugar do qual as pessoas são expulsas pelo medo”.

Os fiéis marcham estarrecidos, transtornados. Este indivíduo não pode ser calculado, fixado, não consegue contemplar a verdade que inerentemente possui. Não merece nossa pátria. A morte é a única saída para o fixarmos.

A comoção é geral. Milhões nas praças exigem a fixação do Outro. Expulsam-no do território, neste ou em outro mundo. Firmes em suas crenças, céticos diante da evidência de seu Deus.

Lembrei de uma frase de Osho: “O Outro já foi santificado. Agora temos que santificar o Eu”.

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