Financiando a telefonia no Brasil: a TIM quer mais dinheiro meu

Segue relato que dá continuidade à minha peregrinação com os bancos e com a TIM [vide relato anterior em http://www.consciencia.net/gblog/tema/tim/].

1. Seguindo entendimento conjunto com o advogado, no dia 06/12/2011 fui até a Caixa Econômica Federal (CEF) e busquei mais uma vez fazer um acordo para receber informações sobre minhas supostas dívidas neste banco, bem como resolver por meio de acordo direto o pagamento. Como eles não possuíam estas informações, perguntei o que deveria fazer para que retirassem meu nome do SERASA.

Eles me informaram, como antes, que havia duas dívidas. A da conta bancária eles poderiam resolver e me oferecem pagar 10% do que eu supostamente devia (eles negaram novamente qualquer informação sobre a dívida).

No caso do cartão de crédito, me passaram o contato de uma empresa que estaria com a minha dívida (“Ação Assessoria de Cobrança Ltda.”, telefone 0800.723.0143), que até o presente momento (19/12/2011) não conseguiu me enviar por e-mail, dentro do prazo correto, a cobrança de um acordo para pagar 164 reais, dos cerca de 500 que eu supostamente devia. Isso apesar das diversas insistências, quase diárias.

Eu aceitei este acordo de R$ 164, mas perguntei onde deveria pegar informações sobre essa dívida, e eles me passaram para uma outra empresa (!), uma operadora de cartão de crédito chamada Orbitall – o nome correto da empresa e os telefones eu tive que descobrir sozinho, utilizando minhas técnicas de busca, porque a empresa não quis me fornecer, afirmando que eles não possuíam. Nisso, já são três as empresas que “administram” minha dívida – a CEF, a Orbitall e a Ação Assessoria.

2. No caso do Banco do Brasil, após nova visita no mesmo dia (06/12), a negativação do meu nome surpreendentemente sumiu. Aquela mesma que limitaria meu crédito junto ao Banco do Brasil, mesmo retirando a da CEF no Serasa, simplesmente sumiu. Agora, nem eles nem eu sabemos do que se tratava, apesar de terem garantido que, um belo dia, ela existiu.

3. A gerente do Banco do Brasil me informou, no entanto, sobre uma dívida “nova”. Constava agora no sistema, por meio do cadastro do SPC, meu nome negativado junto à TIM. Até então, meu nome não estava negativado junto à TIM – coincidentemente até o exato mês em que eu tive um problema de cobrança indevida e entraria com este processo de cobrança de roaming internacional contra a própria TIM. E agora a empresa decidiu retomar uma dívida de 2007, que eu conheço e reconheço, mas que estava “vendida” a uma empresa terceirizada que eu não conseguia contato desde 2009.

Subitamente, mais de 4 anos após do ocorrido em 2007, a empresa terceirizada “ressurgiu” – e fico então sabendo de seu nome, “Redcard” – com uma carta-ameaça dizendo que, se eu não pagasse esta dívida de 2007 até o dia 22 de setembro de 2011 (?), “medidas judiciais cabíveis poderão ser tomadas, conforme os termos da lei”. Eu recebi a carta no endereço da minha mãe ao final de setembro e, como a carta não está datada, não tenho sequer como saber em qual data foi enviada.

4. Fui então ao SPC, na Central do Brasil, e constavam de fato 4 entradas, sendo uma da CEF (que já estava se encaminhando) e 3 (!) da TIM, relativas a contas do fim do meu plano com eles. Ressalta-se que, à época, a TIM não esperou nem sequer a minha tentativa de negociação para simplesmente cancelar, sem qualquer aviso prévio, meu número, e sem me contatar para oferecer qualquer renegociação.

5. Desta forma, desde aproximadamente o dia 10 de dezembro de 2011, busquei informações sobre esta dívida com a TIM. Primeiro, uma atendente me afirmou que meu nome não estava negativado. Em um segundo momento, uma pessoa me retornou a ligação afirmando que havia uma dívida no valor de R$ 3.496,85. Eu solicitei que fosse enviada a descrição da dívida, para saber do que se trata. Fui atendido positivamente de modo inédito na minha relação com a empresa.

6. Reconhecendo a dívida – que eu havia tentado pagar, sem sucesso, junto a esta empresa que a havia comprado –, e logo após ter entrado em contato com a descrição da conta no dia 17 de dezembro de 2011, entrei em contato novamente com a TIM para parcelar o valor, que o atendente anterior me garantiu ser o de R$ 3.496,85.

Para minha surpresa, a TIM me informa que incidiria sobre este valor juros, elevando a dívida a R$ 5.482,22 (!), sem negociação. (protocolo 2011.275.394.877 e pedido da gravação 2011.275.404.330)

Desta forma, já tendo que ter vendido meu carro para pagar uma cobrança claramente indevida [leia aqui relato que já virou processo] de R$ 6 mil, rejeitei mais esta cobrança absurda de outros R$ 5.482,22 (2 mil a mais!), com proposta de entrada de 40%! – ou seja, mais de 2 mil reais teriam que ser dados de cara, mesmo se eu concordasse com o alto valor consequente de juros cobrados por 4 anos de “não-uso”.

7. Com isso, pela ganância da empresa TIM e a ingerência do sistema financeiro brasileiro (principalmente quando não se tem muito recurso), continuo com meu nome negativado. Feliz Natal a [email protected]

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