Experiência com perguntas, e perguntas pela experiência

Tenho me dedicado e ainda me dedico a experimentar com perguntas, acerca de várias coisas ou assuntos: Que sou eu? Como o que sou e o que faço se inserem na minha história de vida? O que é que isto tem a ver com a minha trajetória vital?

Hoje, em particular, me fiz esta pergunta: Como tem sido a minha experiência a este respeito? Esta pergunta me ajudou a ver uma diferença grande que existe entre eu me orientar pelas minhas crenças e suposições, ou eu me abrir para o exame da minha própria experiência.

A minha experiência me diz algumas coisas, mas as minhas crenças e suposições me dizem outras coisas. Eu posso escolher por que vou me orientar.
Uma pergunta abre um espaço. As perguntas abrem espaços, oferecem possibilidades.

Quando eu faço alguma pergunta para mim mesmo ou para outra pessoa, a gente pode duvidar, pode examinar, abre-se uma possibilidade.

Quando eu me pergunto: Como tem sido a minha experiência a este respeito, vem um feedback da realidade, não da mente. É uma matéria de uma natureza diferente.

Eu posso pensar que não gosto de gente ou de uma certa pessoa, ou que não gosto de fazer ginástica. Mas a minha experiência pode me dizer o contrário. É bom que eu saiba que posso contar com a minha experiência.

O campo das ideias e crenças é um espaço muito disputado pela dominação e o controle.

O campo da experiência, está mais na nossa mão. Podemos encontrar pela experiência e na experiência, um pouco mais de paz, um pouco mais de autonomia. E uma noção mais clara e mais livre sobre nós mesmos e sobre a nossa vida.