Sobre esquerda, direita, liberdade, direitos humanos

Hoje pensava o quão importante é socializar algumas reflexões no momento atual, sobre direita, esquerda, direitos humanos, inclusão social, respeito às diferenças, igualdade. Pode ser muito genérico, mas mesmo assim vale a pena a tentativa.

A direita se sente afetada pelo programa de direitos humanos do governo.

“O direito de propriedade, a liberdade de imprensa,” bradam os canais de televisão, os ruralistas. O direito de propriedade deve ser sempre posto em relação com a utilidade social da mesma, e isto até a direita mais conservadora sabe e aceita.

O direto de propriedade não pode ser uma desculpa para a desumanização, para o abuso do poder financeiro dos grandes proprietários e seus representantes no legislativo.

A agricultura familiar brasileira produz alimentos para as pessoas, trabalha para a reprodução da vida, e deve ser priorizada. Isto não significa que o agronegócio deva desaparecer ou deva ser punido, mas deve ser disciplinado, aqui e em qualquer país do mundo que se pretenda civilizado.

A liberdade de imprensa não significa que apenas as grandes empresas de comunicação (TVs, rádios, jornais, etc) tenham o direito de expressarem suas idéias e interesses.

Também os pequenos, os cidadãos particulares, as pequenas organizações ou quem quer que seja, tem o direito de dizer o que pensa, desde que respeite aos demais, aos que pensam diferente.

Isto não é censura, é respeito. Se eu invado um site de direita com panfletos antifascistas, estou procurando agredir, e isto terá as suas conseqüências.

Se o contrário ocorrer, como ocorre, de fato, também está se procurando um confronto, e isto deve ser enfrentado. Na acredito em paz sem luta, em harmonia sem conflitos. O que não pode nem deve faltar, é o respeito.

Quando em nome da minha liberdade e do meu direito atropelo alguém, estou pedindo para ser agredido, me parece. Tolerância é a base do convívio, e isto nem sempre é fácil.

O mais fácil é reagir, mas isto leva a atitudes impensadas. Os que tivemos a experiência de sobreviver ao terror de estado, seja onde for, no Brasil, na Argentina, no Uruguay ou no Chile, aprendemos o quanto é valiosa a atitude de respeito às diferenças, por mais que isto nos custe, na prática.

Não sei se tiraste alguma conclusão disto, leitor ou leitora, mas é o que queria partilhar contigo nesta manhã. Obrigado pela atenção.