Escrevendo

sertãoÀs vezes gostarias de pôr algumas letras no papel. Dizer alguma coisa, não sabes o que. Te comunicas com pessoas que moram longe ou perto. Algumas, conheces pessoalmente, e outras, por estes escritos que vem e vão, que voam, que saem para o ar.

Quantas conversas, quantos tecidos feitos nestas trocas de palavras, neste ofício de comunicar o que vais vendo, o que vais vivendo, o que vais aprendendo. Deixas as letras irem indo, e tu vais indo também com elas.

Indo nesse vai-vem da vida que vai como ondas, que vem como um mar que busca a beira, como uma montanha que se alça para o ceú, como uma nuvem que passa. Escreves para reter o dia, para reter a vida, para fixar algo que se move, para imortalizar um instante, uma sensação.

As palavras vão formando um casulo e por ele andas, quando andas pela sala e também quando andas pelas calçadas, quando andas pelas ruas e vês as pessoas e os carros e os ônibus e o movimento da cidade.

E também quando passeias pelo campo, pelo sertão, as casinhas ao longe, telhados vermelhos, palmeiras, algum animal pastando, as águas de alguma lagoa. Tudo está fixo na memória do tempo.

Escreves para ter um lugar no mundo, escreves para te ver no meio das pessoas, na história, para te identificar no fluxo da vida que anda e para e torna a andar, a se movimentar, eternamente.

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Texto incentivador para que os leitores interessados aprendam a registrar as letras no papel, uma forma de valorização da vida.
At.Clea

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