Encontro com a irmã Agostinha

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Hoje, acordei cedo e decidi ir a João Pessoa para passar o dia com a irmã Agostinha, animá-la e até trabalhar com ela um texto em comum para um livro que devemos fazer em homenagem a uma teóloga amiga. Saí de casa cedo e tomei o ônibus de Recife a João Pessoa às sete e meia da manhã. Pelas oito e meia, o ônibus encontrou-se em meio a um engarrafamento gigantesco que por 20 e tantos quilômetros paralisou a BR 101 de ida e volta.

O motivo era o protesto de um grupo que queimou pneus na estrada e impediu o trânsito nas duas direções. Ninguém que eu encontrei sabia dizer que grupo era aquele (responsável pelo protesto) e nem por que estava protestando. Não vi nenhuma faixa, nem escutei nenhum som. Apenas os carros, caminhões e ônibus um atrás do outro e esperando toda a manhã. A rodovia não tem (ao menos naquele trecho) nenhuma rota de fuga ou de alternativa. Se houvesse um incêndio, o estrago seria grande.

Não havia espaço entre um e outro e nem lugar para ninguém fugir. Uma cena impressionante. Para mim que sou muito agitado e habituado a organizar bem meu tempo, tive de relaxar e esperar. Das 08, 30 h até o meio dia quando a estrada foi desobstruída. Cheguei em João Pessoa quase às duas da tarde.

O encontro com a irmã Agostinha foi, como sempre, bom e feliz. Apesar da vida corrida, temos de privilegiar as relações pessoais e o cuidado com as pessoas. Para mim, essa visita foi a forma de viver hoje a semana da unidade.

Na meditação, começamos a escutar cada dia o evangelho da oração de Jesus pela unidade (João 17). Quero dedicar a manhã de amanhã a um retiro no qual vou orar e meditar essa palavra de Jesus que tem tanta centralidade na minha vida. Há muitos anos, que quase não oro o Pai Nosso nas orações da manhã e da tarde, sem antes dizer: “Pai, dá a unidade a todas as Igrejas cristãs. Que todos sejamos Um para que o mundo creia”. Mas, é importante não só orar isso como viver esse espírito e esse caminho.