Em menos de 72 horas, agressões, coerções e assassinato por motivos eleitorais ocorreram em todo o Brasil

Imagem de mulher brutalmente atacada em Porto Alegre. Os agressores a marcaram com o símbolo nazista após identificaram que ela era contra o presidenciável Jair Bolsonaro. Foto: arquivo pessoal

Imagem de mulher brutalmente atacada em Porto Alegre. Os agressores a marcaram com o símbolo nazista após identificaram que ela era contra o presidenciável Jair Bolsonaro. Foto: arquivo pessoal

Na madrugada do dia 8 de outubro, poucas horas depois do término do primeiro turno eleitoral, o Mestre Moa do Katendê foi assassinado com 12 facadas após uma briga eleitoral em um bar. Mestre Moa declarou seu voto no candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

Em Curitiba, a madrugada também foi violenta para quem declarou sua posição política, o jornalista Guilherme Daldin foi atropelado enquanto conversava com amigos. Ele usava uma camisa com a foto do ex-presidente Lula. Em Teresina, um jovem foi agredido nas mesmas circunstancias.

Mais cedo, antes do término das eleições, uma jornalista do Jornal do Commercio de Pernambuco foi agredida com cortes no rosto e no braço e ameaçada de estupro ao sair da sua zona eleitoral. A vítima estava portando seu crachá de identificação de jornalista, e um dos agressores usava uma camisa com a foto do candidato do PSL a presidência, Jair Bolsonaro.

Em Maceió, uma mulher também foi agredida com um soco no rosto ao dizer que não votaria no presidenciável.

Já na tarde de segunda-feira (8), no Rio de Janeiro, a irmã da vereadora executada Marielle Franco, Anielle Franco, foi agredida verbalmente enquanto andava na rua com sua filha de dois anos no colo.

Anielle não usava nem adesivos, nem camisetas de nenhum candidato ou partido político. Ela acredita ter sido reconhecida por conta da visibilidade que teve o assassinato de sua irmã.

Na terça-feira (9), um estudante da Universidade Federal do Paraná que usava um boné do MST foi agredido a garrafadas na cabeça dentro do campus. Testemunhas relatam que jovens gritavam: “Aqui é Bolsonaro!” enquanto o agrediam.

Em Porto Alegre, uma jovem foi hostilizada por usar uma camiseta com a frase “Ele não”, e dois homens a seguraram e cortaram seu corpo desenhando uma suástica na sua costela.

Todos esses casos foram registrados na polícia, mas há mais relatos nas redes sociais e nos sites de notícia.

Um mapa interativo na plataforma Google identifica os locais onde ocorreram episódios de violência por motivos eleitorais. O mapeamento começou no dia 01 de outubro e já conta com mais 40 relatos de ameaças e agressões. Acesse aqui.

O site do Mapa da Violência Eleitoral tem a mesma proposta: www.mapadaviolencia.org.

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