Em Defesa do Juiz Balthazar Garzón

 

 

Em Defesa do Juiz Balthazar Garzón

 

 

A professora MARGARIDA GENEVOIS, ex presidente da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, figura de extraordinário relevo na defesa dos direitos humanos no continente, autora de numerosas ações de proteção a perseguidos, tanto durante a ditadura, como nos anos posteriores, várias vezes reconhecida por sua extrema defesa de dignidade humana, tem enviado a nota que publicamos no final deste post, pedindo colaboração para a luta do juiz espanhol BALTAZAR GARZÓN.

Pedimos aos nossos leitores que leiam as informações existentes na Internet sobre BALTHAZAR GARZÓN, e caso estejam de acordo, assinem esta petição. (Vide)

Garzón está sendo condenado na Espanha por seu esforço para Julgar os criminosos ainda vivos ou relacionados com os crimes do franquismo (1936-1975). O Franquismo, pese a ser menos conhecido e espetacular que o nazismo, talvez seja o mais brutal e sádico de todos os movimentos repressivos da Idade Moderna.

Apesar da indignação mundial após a derrota do fascismo em 1945, os aliados se recusaram a invadir a Espanha, como fizeram com a Itália e a Alemanha, pois o fascismo espanhol serviria para perseguir o marxismo em toda Europa.

Garzón está sendo perseguido por pretender que um dos três maiores genocídios do século 20 seja punido, ou, pelo menos, qualificado como crime contra a humanidade. As instituições espanholas, dominadas pelos Opus Dei, com um fascismo ainda vivo, dirigidas por sádicos supersticiosos e inquisitoriais, QUEREM PUNIR NÃO OS CULPADOS, MAS A QUEM, COMO GARZÓN, DEFENDE OS QUE FORAM VÍTIMAS.

Garzón foi também:

  • O primeiro magistrado europeu que tratou os crimes de lesa humanidade como crimes de jurisdição planetária, não hesitando em processar qualquer criminoso contra os direitos humanos, de qualquer nacionalidade.
  • O único que tentou e quase conseguiu capturar o insano multigenocida Augusto Pinochet, que só escapou graças a infame cumplicidade da direita britânica.
  • Foi um dos poucos que teve sucesso numa tarefa que muitos juízes europeus tentaram sem sucesso: capturar criminosos de lesa humanidade da ditadura argentina. Garzón conseguiu condenar ao torturador e genocida Adolfo Scilingo (vide), oficial da Marinha Argentina, culpável de 30 assassinatos, 93 lições graves, 255 atos de terrorismo and 286 aplicações de tortura.

O esforço de Garzón contra o franquismo deve ser especialmente apreciado no Brasil, pois vários dois mais infames elementos de nossa política são membros do movimento criado pelo ditador Franco. O Franquismo, que se originou inicialmente no Falangismo (literalmente, a versão espanhol do fascismo) adoptou, nos anos 40, uma nova ideologia, a do OPUS DEI, uma das mais aberrantes, desumanas e patológicas doutrinas místico-políticas, que assolou a Humanidade, e que ainda hoje gera movimentos de terrorismo de estado e extermínio em muitos países, incluído o Brasil, onde há governadores e altos dignitários que pertencem a seus infames fileiras.

Agradecemos seu apoio

Carlos Alberto Lungarzo

 

 

A SEGUIR, A CARTA DE MARGARIDA GENEVOIS

 

 

Amigo(a),


Ai vai o abaixo-assinado contra a condenação do juiz Baltazar Garzón, grande defensor dos direitos humanos e da justiça. Além de assinar, peço-lhe o maior empenho na divulgação desse documento.

É muito importante que se consiga o maior número possível de assinaturas, para mostrar ao Supremo Tribunal da Espanha o nosso desejo de justiça!

Margarida Genevois

Para assinar, clique no site: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/9410

 

Carlos Alberto Lungarzo é matemático, nascido na Argentina, e mora no Brasil desde sua graduação. É professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), São Paulo, e milita em Anistia Internacional desde há muito tempo, nas seções mexicana, argentina, brasileira e (depois do fim desta) americana. Tem escritos vários livros e artigos sobre lógica, estatística e computação quântica, mas seu interesse tem sido sempre os direitos humanos.

Seções: Cidadania, Direitos Humanos, Español, Justiça & Direito, Memória & Consciência, Sistema prisional, Tortura.