Em defesa de Luiz Couto

Tenho vários motivos para não gostar das atitudes do atual arcebispo da Paraíba. Para começar, suas atitudes em contra dos movimentos sociais e das minorias a quem, se fosse seguidor de Cristo, deveria defender. No momento, como cidadão, o que mais me irrita é ver uma pessoa do poder, uma pessoa no poder, atacar um defensor dos mais pobres, dos mais frágeis, o Padre Luiz Couto, deputado federal conhecido pela defesa dos jovens e crianças prostituídos/as. O Padre Luiz Couto, que foi meu chefe na Universidade Federal da Paraíba (Ele foi diretor do CCHLA, enquanto eu fui professor lá, no Departamento de Ciências Sociais), é uma pessoa corajosa. Mesmo ameaçado de morte pelos grupos de extermínio do crime organizado, continua de pé e lutando. Já o atual arcebispo, está do outro lado. Calar diante da agressão a um defensor da vida, é compactuar com a morte. O Padre Luiz Couto tem sido proibido de exercer a função sacerdotal, por conta das suas posições em favor da vida: uso de camisinha, defesa dos direitos dos homossexuais, defesa da integridade física e moral das crianças e adolescentes prostituídos/as. Como sobrevivente do extermínio na Argentina (1976-1983), tenho a obrigação de denunciar as posturas de quem, como o atual arcebispo da Paraíba, defende a discriminação contra os homossexuais e aidéticos.

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