Em busca da integração do eu mais jovem

criançaContinuando na jornada em busca da integração do eu mais jovem: o eu criança, e o eu adolescente. Este trabalho, que é um passo importante para o fortalecimento da auto-estima, no momento está consistindo em completar frases que Nathaniel Branden oferece os leitores e leitoras do seu livro Auto-estima, como aprender a gostar de si mesmo.

Isto leva a que voltem lembranças boas dos primeiros anos de vida. Hoje completei frases a respeito dessa idade. Não sabia que me lembrava de várias coisas desse tempo. Era o ano de 1958. Lembrei de moedas que usava para comprar balas no armazém da esquina da rua onde morávamos. O tato dessas moedas.

A calçada de um vizinho onde tinha um cãozinho muito bravo, que latia muito e que uma vez me perseguiu. Em quanto completava as frases, via que escrevia algumas que não pareciam fazer sentido, mas entendo que o propósito do exercício seja o de liberar memórias, reconstruir laços com o passado.

Segui escrevendo, sem me importar com o meu próprio julgamento sobre o que vinha a escrever. Em algum momento, senti que estava fazendo uma tolice. O adulto pensa que tudo que faz deve fazer sentido. Mas nem sempre é assim. Coisas aparentemente bobas podem nos trazer muitos benefícios.

Desde que comecei a ir em busca do meu eu criança, a través da leitura do livro acima citado, publiquei vários relatos de experiência. Na verdade, notas, partilhando o que ia vivenciando. Recebi comentários de várias pessoas, que partilharam a sua própria experiência com esse mesmo livro, ou com outras terapias.

O resultado é o mesmo: mais integração, uma vida mais feliz no dia de hoje. É interessante notar que um desses relatos, de uma leitora, se parece muito com o que começo a vislumbrar de mim mesmo nesta breve mas fecunda jornada em busca do meu eu-criança.

Parecia como se a minha própria vida estivesse espelhada no relato desta leitora, a quem sou muito grato. As tentativas de vivermos como adultos ignorando ou negando a criança que fomos, podem conduzir a uma vida dissociada, a um conflito constante conosco mesmos, muita infelicidade.

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