É frágil a democracia que temos, mas é nossa

Crédito da imagem: jornal O Globo, 2 de abril de 1964. Organismos internacionais classificaram as práticas do regime militar de 1964-1985 como terrorismo de Estado e crimes contra a Humanidade

Crédito da imagem: jornal O Globo, 2 de abril de 1964. Organismos internacionais classificaram as práticas do regime militar de 1964-1985 como terrorismo de Estado e crimes contra a Humanidade

Pra quem gosta de golpe de Estado, imagino que goste também de tortura, pau de arara e censura à imprensa. É o pacote de regime autoritário.

Como eu não gosto, e muito menos acredito em “restituição da democracia” derrubando governo eleito, eu vou avisando: TÔ FORA. Como diria o poeta: ME INCLUI FORA DESSA.

Eu luto por um país melhor na legalidade, e muitos companheiros de luta se foram desse mundo torturados, estupradas e vítimas de outras atrocidades após um regime autoritário “moralmente melhor” derrubar um governo da legalidade. Eu tenho memória e não me esqueço. Hoje tantos outros morrem nas favelas devido ao aparato repressor que sobrou desse período, 99% administrados por governadores!

Assim se declaravam os torturadores nos jornais de então: apartidários, moralizadores da coisa pública, amantes da paz e da democracia. Não existe ditador bonzinho.

Não estamos em 1964: estamos em 2014. E aqui, mais uma vez, aqueles que roubam, tiram direitos e jogam a polícia contra o povo estão querendo um novo e patético golpe.

Lutar pelo seu país não significa voltar ao tempo das cavernas sociológicas. É frágil a democracia que temos, mas é nossa!