Durante encontro estadual, MST debate a importância da educação no campo

De 1 a 3 de fevereiro, cerca de 250 pessoas entre militantes Sem Terra, representantes de entidades, movimentos  populares e sindicatos estiveram reunidas em Santa Catarina, para o 33° Encontro Estadual do MST.

Durante o encontro, foram feitos debates acerca da defesa e manutenção das escolas do campo, o fortalecimento da produção de alimentos saudáveis como parte da construção agroecológica e a defesa dos direitos conquistados pela classe trabalhadora.

As falas reafirmaram a importância das escolas do campo como alternativa para uma educação de qualidade. Em um momento em que a educação brasileira sofre ataques de um governo conservador,  o MST reforça o papel dos movimentos populares nessa batalha.

Para a educadora Maria Izabel Grein, o viver no campo, é diferente do viver na cidade, essas particularidades devem ser levadas em consideração quando pensamos os processos educacionais e avaliativos.

“Não negamos e nem deslegitimamos os outros processos, mas, defendemos que nosso jeito de viver pede uma educação voltada às nossas realidades. Nascemos, vivemos, trabalhamos e morremos em um mesmo espaço: o campo. Ali produzimos nosso conhecimento. Por isso, a luta por escolas em todos os níveis e modalidades. Os povos do campo não negam o conhecimento gerado pela humanidade, pelo contrário, queremos ter acesso à ele e, a partir de nossa realidade, produzir o nosso próprio conhecimento”, afirma a educadora.

Outro ponto central debatido no encontro foi a produção de alimentos nos assentamentos e acampamentos. Somente com potencialização de um modelo de vida agroecológico será possível levar alimentação saudável aos povos do campo e da cidade.

E, como parte do processo de diálogo sobre o tema com a cidade, o MST lançou a 1ª  Feira Estadual da Reforma Agrária, que será realizada entre os dias 26 e 28 de abril de 2019 no município de Itajaí.

*Editado por Maura Silva.
Fonte: MST
(04-02-1019)