Disputa pela presidência da Câmara

Aldo Rebelo foi eleito nessa quarta 28, com 258 votos contra 243 de seu adversário José Thomaz Nonô. Os jornais acusaram o governo de usar seu “rolo compressor”, mas outros ressaltaram a vitória. Foi o caso do ministro Gilberto Gil, que afirmou que “a democracia brasileira deu um sinal de vitalidade”.

Aldo prometeu que vai tratar a todos os partidos com isonomia, como fez “mesmo quando estava no Executivo”. Ele também pregou o entendimento. “Quero promover o diálogo e a pacificação dos espíritos”, disse, citado pela Agência CARTA MAIOR.


Os candidatos Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e José Thomaz Nonô (PFL-AL) disputarão o 2º turno das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados, que ocorre no início da noite da quarta 28. Ambos obtiveram 182 votos. Como há muitos candidatos conservadores, teoricamente Aldo Rebelo entrará em desvantagem. O terceiro colocado, por exemplo, é Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Severino Cavalcanti. Ele obteve pouco mais de 70 votos. Até o fim da tarde, o balcão de negociatas federal vai ferver.

O jornal O GLOBO de hoje acusa o governo de negociar com políticos envolvidos em escândalos. Diz por exemplo que o ministro de Relações Institucionais, Jaques Wagner, recebeu a cúpula do PL, que teria pedido, em troca do apoio a Aldo, maior volume de liberação de recursos do orçamento do Ministério dos Transportes, cujo titular é Alfredo Nascimento (PL). “Participaram do encontro com Wagner o presidente do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, o líder da bancada, Sandro Mabel (GO), e o ministro. Em reunião com a bancada do PL os três anunciaram a promessa do governo de “destrancar” o orçamento do Ministério dos Transportes para operações tapa-buracos e pequenas obras em rodovias. Reservadamente, os dirigentes disseram que a promessa era de liberação, ainda em outubro, de R$ 1 bilhão em duas parcelas.”


Aldo Rebelo (PC do B-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Michel Temer (PMDB-SP), Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP), Alceu Collares (PDT-RS), José Thomaz Nonô (PFL-AL) e Jair Bolsonaro (PP-RJ). Dois são apontados como favoritos para chegar ao segundo turno: José Thomaz Nonô, que recebeu o apoio formal de seis partidos – PFL, PSDB, PDT, PPS, PV e Prona -, e Aldo Rebelo, que terá votos garantidos no PT, PL, PSB e PCdoB. Nota da FOLHA ONLINE na quarta 28.

Segundo o portal Terra, dois dos três principais candidatos têm pendências com a Receita Federal. José Thomaz Nonô (PFL-AL) e Michel Temer (PMDB-SP) não conseguem obter certidão negativa relativa a tributos federais e à dívida ativa da União. Já o candidato do governo Aldo Rebelo (PCdoB-SP) não tem problemas com o Fisco. As informações são públicas e podem ser obtidas por qualquer pessoa por meio da internet. A não-emissão do documento representa irregularidade fiscal, mas não necessariamente um crime, segundo advogados tributaristas ouvidos pelo Jornal do Terra. Pode ser uma dívida ou um simples erro na declaração de imposto de renda ou no pagamento de um tributo. Mais detalhes no original.

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