Crescimento

“Eu não nasci para sofrer, mas o sofrimento pode servir para o meu crescimento, desde que eu tenha a humildade necessária para compreender.” (Adalberto Barreto)

Esta frase veio a mim esta tarde. Me trouxe alívio. Não que eu estivesse em alguma situação de sofrimento extremo. Dificuldades cotidianas, decorrentes das minhas maneiras de ser. O meu alívio sequer precisou da compreensão necessária.

Foi apenas um relance da minha vida, no meio a muitas outras vidas. Isto bastou. Senti-me melhor, ao perceber que o sofrimento faz parte da vida, de maneira inevitável. Mas não é resignação. É compreensão, uma vez que há frustrações, desencontros, desajustes, choques inevitáveis, no cotidiano.

Estas minhas dificuldades, minha fragilidade, ou o nome que eu possa lhe dar, me causam dor. Essa dor, esse sofrimento, são a porta aberta para o que existe de eterno em mim. Chamo isto do meu rio interno. Já não procuro então uma perfeição inatingível, mas me nutro desta fonte que me sustenta e me sustêm.

A vida é assim. Saber que isto é desta maneira, me faz forte, e me consola. Pode parecer paradoxal, que o sofrimento traga alegria, plenitude, felicidade. Mas é assim, se formos capazes de compreender.

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