Coréia nuclear

Por Isaac Bigio

LONDRES, 22/3/2005. Ao invadir o Iraque, Bush argumentou que buscava evitar que outros ‘países párias’ se dotassem de armas de destruição em massa. Na realidade, tem acontecido o inverso. Bagdá não tinha gases químicos nem uma grande capacidade de resistência. Por outro lado, o Irã e a Coréia do Norte, os outros dois Estados que Washington elenca como ‘malignos’, têm sido incentivados por tal invasão a buscar as piores armas como forma de intimidar qualquer possível ataque.

O Irã conta com o apoio de muitos países, desde a Rússia até a Venezuela, para construir plantas atômicas. E a Coréia do Norte, há um mês, reconheceu ter mísseis nucleares e agora diz que está se rearmando para uma eventual intervenção americana. Os EUA já guerreou com mais de 70 países, mas nunca diretamente contra um com armas atômicas. A Coréia do Norte acredita que a sua defesa requer estas bombas e acordos com a China, no que pode ser uma ‘guerra fria oriental’ contra os EUA e o Japão.

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