CONVITE: Lançamento dos dois volumes do livro “Dois séculos de imigração no Brasil” no Rio de Janeiro

CONVITE: Lançamento dos dois volumes do livro “Dois séculos de imigração no Brasil” no Rio de Janeiro – 18 de junho, 17h30

O livro “Dois séculos de imigração no Brasil – imagem e papel social dos estrangeiros na imprensa” será lançado no Rio de Janeiro, no próximo dia 18 de junho, terça-feira, na Livraria Folha Seca (rua do Ouvidor, 37), das 17h30 às 20h30. A obra foi publicada em dois volumes.

Para investigar como a imprensa tratou do tema da migração desde o início do século 19 até os nossos tempos, o autor Gustavo Barreto consultou 11 mil edições de periódicos jornalísticos impressos presentes no país ou em português e sobre o Brasil em que o tema da imigração foi citado direta ou indiretamente.

Foram selecionadas cerca de 200 matérias jornalísticas – e o resultado é a obra de 400 páginas, lançada em dois volumes. A pesquisa é fruto de quatro anos de pesquisa do autor, que é jornalista e pesquisador da área (saiba mais sobre os dois livros abaixo).

O livro contou com o apoio de cerca de 30 pessoas, que participaram da pré-venda antecipada, sendo esta a sua única fonte de financiamento. O preço da obra continuará promocional no lançamento, saindo por 35 reais cada volume – a metade do preço nas lojas.

Durante o lançamento haverá uma confraternização no bar ao lado da Livraria Folha Seca, que fechou uma parceria com o local para o evento.

Mais sobre a obra

Capa do volume 1 da obra. Os dois volumes serão lançados em junho de 2019

Capa do volume 1 da obra. Os dois volumes serão lançados em junho de 2019

A entrada e o estabelecimento de imigrantes no Brasil desde 1808, data da abertura dos portos ao comércio com as nações amigas, foi um dos grandes acontecimentos da História do país. Somente entre 1901 e 2000, a população brasileira saltou de 17,4 milhões para 169,6 milhões de pessoas, com 10% desse crescimento devendo-se aos imigrantes.

Esse intenso fluxo migratório foi acompanhado de um ainda maior fluxo de informações sobre esses novos residentes. Durante todo o período analisado nesta obra de dois volumes – de 1808 a 2015 –, a imprensa ocupou-se do assunto a partir de referências conceituais, como assimilação, nacionalismo, embranquecimento, eugenia, racismo, xenofobia, tolerância e hospitalidade.

A partir da consulta de 11 mil edições de periódicos jornalísticos impressos presentes no país ou em português e sobre o Brasil em que o tema da imigração foi citado direta ou indiretamente, foram selecionadas aproximadamente 200 matérias jornalísticas que compõem este estudo.

O objetivo, tomando como referência os estudos migratórios, foi abordar as seguintes questões: o que significa ser imigrante ou estrangeiro para a imprensa brasileira ao longo da nossa História? Qual foi o papel atribuído a esses indivíduos e grupos, no Brasil, pelos meios de comunicação impressos?

No primeiro volume, do início do século 19 até o final da Primeira República, o autor faz uma breve introdução sociológica do Brasil oitocentista, bem como uma apresentação do debate teórico que nos guiou ao longo de todo o estudo, abordando conceitos como “raça”, “etnia”, “povo”, “identidade nacional” e “cultura”.

O período de 1808 a 1870 é marcado por experimentações na área de políticas imigratórias e a intensificação, sobretudo a partir de 1850, do debate acerca da necessidade de “braços para a lavoura”. É a partir da década de 1870 que o “ensaio” imigrante ganha força; desse momento até o final do regime monárquico, surgem muitas das colônias que se tornariam cidades profundamente influenciadas pelos seus primeiros colonos.

Da chegada dos republicanos ao poder (1889) até o início do governo Vargas (1930), é vitoriosa a tese de que o futuro do Brasil depende do braço europeu na lavoura. Procuram-se agricultores brancos que, de uma vez só, trarão a prosperidade econômica e o “melhoramento racial”.

No segundo volume, o autor trata do primeiro governo de Vargas (1930-1945), quando foi relativamente bem-sucedido um projeto autoritário e nacionalista de poder. Tratou-se de um período de grande receio para muitos dos estrangeiros, em grande parte obrigados, da noite para o dia, a deixar seus “quistos étnicos” e se “assimilar”.

A partir de 1946, a frágil democracia brasileira vive uma relativa tranquilidade institucional, mas já com sinais de que a doutrina da segurança nacional ganharia peso. Essa doutrina marcaria – no que diz respeito às políticas migratórias – o período seguinte, a partir da ditadura civil-militar vigente entre 1964 e 1980, com a marca autoritária persistindo em meio ao tímido, porém importante avanço do ideário dos direitos humanos nos meios de comunicação.

O objetivo maior desta obra é contribuir, dentro das limitações deste autor, com os estudos migratórios no Brasil, de modo a repensarmos nossa identidade e nossa solidariedade com os estrangeiros que aqui buscam uma nova vida.

O autor mantém, desde então, um site do projeto com novos textos publicados periodicamente. Acesse em www.midiacidada.org.

Os dois volumes de “Dois séculos de imigração no Brasil” já estão disponíveis para venda. Além da Livraria Folha Seca (rua do Ouvidor, 37, Centro, Rio de Janeiro), as principais livrarias também já disponibilizaram a obra, incluindo o site da Editora Appris (http://bit.ly/projeto200appris), Amazon (http://bit.do/projeto200) e Livraria Cultura (http://bit.ly/projeto200cultura).

Sobre o autor

Gustavo Barreto (Arquivo pessoal/divulgação)Gustavo Barreto é jornalista na área de Relações Internacionais, com mestrado em Direitos Humanos e Internet e doutorado em Mídia, Cidadania e Migrações. Membro do grupo de pesquisa sobre migrações, diásporas e tecnologias da informação e da comunicação (Diaspotics), vinculado à Escola de Comunicação da UFRJ, onde fez estágio-docência por quatro anos. É autor do livro “Cidadania e Internet” (2017), lançado também pela Editora Appris.

Os dois volumes de “Dois séculos de imigração no Brasil” contaram com a orientação de Mohammed ElHajji, professor nos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (POS-ECO) e Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social (EICOS), ambos da UFRJ, e autor do prefácio. O autor pode ser contatado no e-mail [email protected]

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