Consequentemente

Difícil permanecermos  calados, diante de uma situação como a atual, em que uma pessoa de extrema significação para o Brasil, Lula, vem sendo perseguida, caluniada sem piedade, agredida de várias maneiras.

Difícil, também, não lembrar de situações parecidas, no passado, em que o circo político apresenta uma cena para o povo, para a cidadania, enquanto entre as elites, tudo é conchavo e arrumação. O episódio que hoje nos toca viver, como nação, é o de mais uma ação violenta e desapiedada das classes dominantes, contra os setores democráticos e populares. A cidadania está sendo punida na pessoa de Lula.

Os inocentes, os que trabalham e estudam, os que fazem o dia a dia deste país, estão sendo esbofeteados pela delinquência institucional. A delinquência política, o lado mais vil do capitalismo, está empenhada em condenar de vez todo intento por fazer do Brasil um país de todos e para todos. Um país em que contem as pessoas, os seres humanos. Um país em que seja valorizada a pessoa pelo que ela é, não pelo que ela têm.

É importante manter uma trajetória consequente, fiel aos valores superiores, que dão sentido à existência. Manter a própria origem, as raízes, como horizonte norteador dos nossos atos. Não ficarmos presos a ideologias, na medida em que isto é possível, uma vez que na sociedade de classes, estamos o tempo todo às voltas com persuasivos e poderosíssimos mecanismos de alienação, que nos fazem ter que manter constantemente uma atitude vigilante, se quisermos permanecer fiéis aos nossos valores.

A impressão que fica é a de que neste momento, o regime ilegal, a cara visível deste sistema desumano que vive da duplicidade, da mentira e da força bruta, foi demasiado longe. Quando a democracia inclui aos de baixo, as oligarquias dão golpes de Estado. É um perigoso caminho para os totalitarismos, as ditaduras. É necessário que permaneçamos atentos. A democracia é um bem que não tem preço.

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