Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros presta homenagem a Guido Araújo

Primeira personalidade a ser homenageada com o recém criado prêmio Paulo Emílio, Guido Araújo é uma força viva do cineclubismo e do cinema brasileiro, há mais de cinco décadas lutando e contribuindo para a afirmação da cultura na Bahia e no Brasil.

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Realizado entre 15 e 20 de janeiro, o III Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, mais que reafirmar o caráter cineclubista do evento, consolidando as parcerias do Festival com a Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo, com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e com a Federação Internacional de Cineclubes (FICC), foi palco de momentos de rara emoção, como o da entrega pelo CNC do primeiro Prêmio Paulo Emílio a uma personalidade do cinema brasileiro.

Ocorrida na noite do dia 18 de janeiro, na sala do Cine Atibaia, a cerimônia contou com a presença do presidente do CNC, Antonio Claudino de Jesus, que entregou o prêmio ao eterno cineclubista e organizador das Jornadas Internacionais de Cinema da Bahia, Guido Araújo, e emocionou as mais de 500 pessoas presentes no recinto.

Quem é Guido Araújo

Primeira personalidade a ser homenageada com o recém criado prêmio Paulo Emílio, Guido Araújo é uma força viva do cineclubismo e do cinema brasileiro, há mais de cinco décadas lutando e contribuindo para a afirmação da cultura na Bahia e no Brasil.

Guido Araújo estava presente na primeira sessão do Clube de Cinema da Bahia, em 27 de junho de 1950. Foi no cineclube fundado por Walter da Silveira – outro pilar do cineclubismo e do cinema em nossa terra – que começou essa longa trajetória, cujo ponto mais elevado, até aqui, foi a criação e sustentação por 35 anos do evento que todos chamam de “Jornada da Bahia”.

Encontro fundamental do cinema brasileiro, a Jornada tem um papel estrutural na afirmação do cinema da Bahia e do Nordeste; ao longo destes anos todos, foi o encontro mais importante para o curta-metragem e o documentário brasileiros; tem papel significativo na integração com os cinemas de outros países e ocupa papel especial em diversas situações por que passou o cinema em nosso País.

A partir de 1971, quando Guido rearticulou o Clube de Cinema da Bahia e, em seguida, a Federação Nordeste de Cineclubes, o cineclubismo da região toda contribuiu essencialmente, nos anos mais difíceis da ditadura, para a reorganização do Conselho Nacional de Cineclubes e a retomada das Jornadas Nacionais de Cineclubes – em 1973 e 74, respectivamente.

Guido Araújo, pessoalmente, é uma liderança e uma força que ajudou a formar mais de uma geração de cineclubistas e outros militantes do cinema no Brasil. É um dos agrandes nomes da galeria histórica do cineclubismo brasileiro e uma escolha perfeita para o primeiro Paulo Emílio de personalidade que contribuiu para o movimento dos cineclubes.

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Revista diária fundada em 13 de maio de 2000.

Seções: Cultura.