Como era gostoso ser escravo no Brasil: a apologia da servidão voluntária de Kátia de Queirós Mattoso

Traduzido ao português, em 1982, Ser escravo no Brasil, de Kátia de Queirós Mattoso, apresentou síntese da escravidão no Brasil, do aprisionamento do cativo na África até sua eventual libertação, no Brasil, pela alforria e pela Abolição.

Seguindo as grandes teses de Gilberto Freyre, de 1933-36, o livro restringiu a resistência ao cativo incapaz de adaptar-se à sociedade brasileira paternalista, que lhe prometia mesa farta, pouco trabalho e raramente castigo.

O trabalho deslocava a resistência-oposição pela integração consensual entre exploradores e explorados que teria garantido a paz social no país.

O presente artigo ensaia crítica geral sumária a esse trabalho clássico, de ampla influência em nossa historiografia especializada. Acesse aqui.

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Mário Maestri, 69, é doutor em Ciências Históricas pela UCL, Bélgica, e professor do PPGH da UPF. Tem pesquisado a escravidão colonial brasileira e, atualmente, a história da grande guerra da bacia do rio da Prata [1864-1870]. E-mail: maestri1789@gmail.com

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