Comissão Pastoral da Terra divulga balanço anual da reforma agrária no Brasil

A Comissão Pastoral da Terra – Regional Nordeste II divulgou um balanço e avaliação da Reforma Agrária no ano de 2016.

“O contexto político institucional vivido no Brasil com o Golpe de Estado que levou Michel Temer ao poder arremessou o país para tempos temerosos e de caos. Forças reacionárias, hostis a tudo o que cheire aos direitos e aspirações do povo, consolidaram-se, dando início a um ciclo que exigirá de nós muita resistência, luta, teimosia e clareza no caminho a seguir”, disse a organização.

Além do já conhecido contexto de paralisação da reforma agrária e de violência no campo provocada pelo latifúndio, acrescentou a nota, o ano ficou marcado pelo forte e grave ataque aos direitos historicamente consolidados e à vida da população mais injustiçada, como as comunidades do campo, das águas e das florestas.

Em 2016, os índices de violência em conflitos agrários atingiram os piores níveis dos últimos anos. De acordo com os dados parciais da CPT, no ano que se encerrou, o latifúndio e as empresas capitalistas encharcaram a terra com o sangue de 59 pessoas, brutalmente assassinadas por lutarem por direitos, pela reforma agrária e por seus territórios tradicionais.

O número foi o maior desde 2003, quando 71 pessoas foram assassinadas em conflitos no campo. O Estado de Rondônia ocupa o topo dessa soturna lista, seguido do Maranhão e do Pará. Saiba todos os detalhes do balanço clicando aqui.

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