Começar de novo

Amanheci para a política, em defesa da democracia, da vida humana, dos direitos sociais, lá pelos anos de 1960-1970. Passou-se muito tempo desde aquelas jornadas juvenis.

Parece ser que o sistema está quase que completamente blindado, é impermeável, à justiça social. A dureza dos corações, a frieza diante das mortes evitáveis, a exacerbação do egoísmo e da indiferença, me fazem perguntar: o que foi que aconteceu? Voltamos para atrás, ou nem saímos do lugar?

Esse é o macro-mundo, a esfera do estado, da economia, dos meios de manipulação das massas. Há mundos menores, cara a cara, onde se respira melhor. Estou voltando de uma visita a uma escola em Bananeiras, PB: Escola Nossa Senhora do Carmo. As crianças como sujeitos autônomos.

Começar de novo. De baixo para cima. Voltar a semear. Insistir na construção. A esperança é um saber que tudo depende do que sejamos capazes de fazer tijolo por tijolo. Somando uns com os outros/as. É isto.