Comandos de greve do Andes-SN e Sinasefe indicam rejeição da proposta apresentada pelo governo

Os comandos de greve do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) encaminharam para as suas bases a rejeição da proposta apresentada pelo governo na última reunião com as representações dos docentes das Federais, na última terça-feira (24). A orientação é de manutenção, intensificação e radicalização da greve.

O Comando de Greve do Sinasefe informou que a além da proposta ser insatisfatória para os professores, mantém uma postura de se fechar para as negociações com os técnico-administrativos.

A mesma opinião é abordada pelo CNG/Andes-SN (Comando Nacional de Greve do Andes-SN), que fez uma análise política da proposta apresentada pelo governo na qual destaca que a reformulação não modifica a essência da proposta anterior, colocada na mesa no dia 13 de julho, 57 dias após o início da greve.

“A proposta continua negando a pauta da greve: reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho. O comportamento do governo na mesa de negociações vai do desrespeito à agressão e ameaças dirigidas às entidades que representam as categorias em greve”, denuncia em nota o CNG/Andes-SN.

Ainda segundo o Comando, ao contrário do que anuncia o governo, não há valorização da titulação, tampouco da dedicação exclusiva e do salário, na medida em que gratificações não incorporadas aos salários não são constitutivas de direitos. Não são apresentados percentuais remuneratórios definidos para regime de trabalho e mudanças de classes e níveis e sequer há reposição inflacionária para a maioria dos professores.

Quanto à formação de grupos de trabalho para solucionar posteriormente diversos pontos de tensionamento da negociação, “o movimento rejeita a concepção apresentada e qualquer possibilidade de resolver questões da pauta da greve em grupos de trabalho, armadilha esta que, em verdade, foi um dos motivos que impulsionou a greve”, informa nota do Comando. Confira aqui a íntegra da Avaliação Política.

Para o Comando de Greve do Sinasefe, o governo tem a intenção de dividir a categoria “quando insiste em negociar apenas com os docentes, desconsiderando os trabalhadores técnico-administrativos”, destaca.

O Comando diz ainda que não pretende entrar no “jogo” do governo por ter a clareza que o sucesso do movimento grevista também depende da unidade de docentes, técnico-administrativos e estudantes.

Enquanto as entidades ANDES-SN e o Sinasefe, ligadas à CSP-Conlutas, se posicionam contra a proposta apresentada, infelizmente, o Proifes, entidade ligada à CUT, aceita a proposta, o que revela seu perfil pró-governista e sua intenção de dividir a categoria. É preciso que os docentes exijam que a CUT chame essa entidade a rejeitar a proposta do governo e a fortalecer a greve, já que onde tem diretorias do Proifes, como Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul, os docentes também estão rejeitando a proposta.

As diferenças entre as propostas do dia 13 e 24 foram expostas de forma detalhada na análise preliminar produzida pelo CNG/Andes-SN.

O Comando Nacional do Sinasefe também apresentou análise técnica sobre a proposta do governo que aponta para a mesma direção.

A CSP-Conlutas vem impulsionando a greve dos servidores públicos federais e convoca entidades filiadas a se unir às lutas do conjunto dos servidores para os atos que serão realizados em diversos estados. Entre os quais São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, hoje (31).

Fonte: CSP-Central Sindical e Popular

http://cspconlutas.org.br/2012/07/comandos-de-greve-do-andes-sn-e-sinasefe-indicam-rejeicao-da-proposta-apresentada-pelo-governo/

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