Colômbia: arquivo 2005

Consejo de la UE hace suyas las críticas al proceso de demobilisación

“La ley como fue aprobada no toma suficiente cuenta de los principios de verdad, justicia y reparación en acuerdo con estándares internacionales acordados”. Por Cristiano Morsolin, 13/10/2005..[+]

Nem justiça, nem paz. Nova lei de Uribe premia impunidade

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, manda votar lei de anistia para esquadrões da morte. Apesar de fortes protestos de organizações humanitárias e políticos americanos, ele conta com o apoio do governo norte-americano de George W. Bush. Por Gerhard Dilger, especial para a Agência Carta Maior, 27/6/2005..[+]

Impasse no processo de paz

A Lei de Justiça e Paz, que estabelece os marcos jurídicos para a desmobilização dos grupos paramilitares criados na década de 80 – notadamente as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) –, foi aprovada pelo Congresso colombiano durante a semana. O processo de desmobilização faz parte da lista de promessas feitas pelo presidente Alvaro Uribe, em campanha eleitoral, e só precisa de sua sanção para entrar em vigor. A lei, contudo, gerou uma série de críticas por parte de grupos de direitos humanos e organizações internacionais, sendo a mais significativa aquela que diz respeito ao tratamento do paramilitarismo como delito político, o que favorece a impunidade, inclusive de narcotraficantes que aderiram às fileiras da AUC. Por Iara Leite para o Jornal do Brasil, 26/6..[+]

Coca-Cola
Colômbia e Índia, apenas dois exemplos de crimes

Considerado mês de ação contra a Coca-Cola, abril abrigou ações de conscientização sobre os crimes cometidos pela empresa na Colômbia e na Índia. Integrantes da campanha mundial contra a Coca-Cola realizaram, nos Estados Unidos, palestras em universidades da costa leste do país como preparação ao Encontro Anual dos Acionistas da Coca-Cola, dia 19, em Wilmington, no Estado de Delaware. No encontro, muitos manifestaram preocupação com as graves violações dos direitos humanos e a dilapidação das fontes de água nos dois países. De acordo com participantes da campanha, depois que cerca de 20 acionistas discursaram contra a atuação da transnacional naqueles dois países, ainda faltavam outras 15 pessoas para falar, mas, mesmo assim, o executivo- chefe da Coca-Cola encerrou o encontro. Do Brasil de Fato, 19/5..[+]

impasse
Colômbia não pára fumigação de coca

BOGOTÁ. A Colômbia não tem previsão de suspender a fumigação dos cultivos de coca com o defensivo glifosato na fronteira com o Equador, conforme solicitação do governo de Quito. A informação foi divulgada pelo vice-presidente colombiano, Francisco Santos, que encarregou a chancelaria de comunicar a decisão ao país vizinho. Tanto o novo ministro das Relações Exteriores do Equador, Antonio Parra Gil, quanto seu colega do Interior, Maurício Gandara, haviam pedido formalmente a Bogotá que suspendesse o lançamento do glifosato. A medida duraria até que estudos mostrassem o impacto sobre os ecossistemas locais e a população. Do Jornal do Brasil, 19/5..[+]

tabagismo
Justiça americana aceita queixa colombiana contra indústria do fumo

BOGOTÁ. A Suprema Corte dos Estados Unidos advertiu que empresas que pratiquem crimes contra governos estrangeiros por evasão fiscal podem ser processadas sob a lei americana. A decisão dá fôlego a um antigo processo movido por províncias colombianas nos Estados Unidos, acusando as multinacionais Philip Morris e British American Tobacco (BAT) de evasão de impostos. A decisão da Suprema Corte reabre o caso poucos dias depois de a Philip Morris assumir o controle da Coltabaco, maior fabricante de cigarros da Colômbia. Do El Tiempo no jornal O Globo, 6/5..[+]

narcotráfico
Plano Colômbia: combate ineficaz

BOGOTÁ. Depois de cinco anos e investimentos de US$ 3 bilhões na maior operação contra as drogas já realizada na Colômbia, autoridades americanas e colombianas afirmam ter erradicado milhares de quilômetros quadrados de plantações de coca, um feito inédito. Mas a cocaína continua tão disponível quanto sempre foi nas ruas de cidades americanas, ou talvez ainda mais disponível. Joel Brinkley, do New York Times, no jornal O Globo, 29/4..[+]

Raúl Reyes, das FARC
“Não fazemos a guerra pela guerra”

“Não fazemos a guerra pela guerra, e sim porque as circunstâncias políticas nos têm levado a enfrentar armas com armas”. A declaração é do Comandante Raúl Reyes, membro do Secretariado do Estado Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Exército do Povo (FARC-EP). Em entrevista exclusiva ao Portal Pravda em português, em março de 2005, Reyes aponta caminhos para a paz e afirma: “Nossa principal bandeira tem sido e continua sendo a convicção profunda e sincera de que é possível alcançar as transformações fundamentais que Colômbia precisa, por vias distintas à guerra entre irmãos de uma mesma Pátria. E nisto seguimos insistindo”..[+]

guerrilha
As Farc segundo as Farc

BRASÍLIA. De algum lugar das montanhas, o chefe da Comissão Internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, enviou ao Jornal do Brasil um longo e-mail, depois de muita negociação com intermediários no Brasil. Principal porta-voz da guerrilha, Reyes descreve os pontos de vista da organização. Do Jornal do Brasil, 27/3..[+]

brasil
Líder tucano manteve contatos com as Farc no governo FHC

Polêmica levantada por revista Veja não apresenta provas mas resgata passado e desatenções da mídia. No governo FHC, atual líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, foi designado para falar com “narcoguerrilheiros envolvidos em corrupção, seqüestro e morte de brasileiros”, na tentativa de encontrar uma solução pacífica para o conflito que sangra a Colômbia há décadas. Como disse Virgílio na época, “isso poderá ajudar a Colômbia a pôr fim aos conflitos”. E também propiciar à revista Veja corrigir desatenções de outras épocas. Da Agência Carta Maior, 14/3..[+]

Colômbia: a Cola Assassina

A principal engarrafadora da Coca-Cola na América Latina, Panamco, está sendo processada nos Estados Unidos por ter contratado paramilitares de direita para matar e intimidar líderes sindicais na Colômbia. Líderes sindicais e organizadores da SINALTRAINAL têm sido submetidos a um ciclo de violência macabro, iniciado pelas forças paramilitares colombianas com a cumplicidade da subsidiária da Coca-Cola.

Desde 1989, oito líderes sindicais das plantas de engarrafamento da Coca-Cola foram assassinados por forças paramilitares, sendo que alguns ataques ocorreram dentro dos próprios portões da fábrica. Trabalhadores também relataram intimidações com ameaças de violência, seqüestros, tortura e detenções ilegais por membros das forças paramilitares trabalhando com a conivência ou em colaboração com a gerência da empresa..[+]