Chile dá continuidade a modelo neoliberal, diz sociólogo

De Brasília, da Agência Notícias do Planalto, Marina Mendes

Dois meses após ter tomado posse, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, apresenta um índice de aprovação de cerca de 52% – dois pontos a menos do que quando foi eleita, segundo pesquisa do centro de estudos chileno Adimak. O sociólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Emir Sader, explica que o Chile não poderá se incluir no processo de integração no continente latino-americano e que o modelo econômico neoliberal está sendo mantido.

“A assinatura do Tratado de Livre Comércio impede o Chile de participar ativamente do processo de integração regional e condena a política de livre comércio no continente. Além do mais uma economia basicamente exportadora, com mais de 50% do Produto Interno Bruto [PIB] ligado à exportação, acaba não tendo possibilidade de participar do processo de integração. Bachelet tem mais sensibilidade social, então em vários pontos ela deve fazer políticas sociais compensatórias, mas na realidade o referencial, que é a continuidade do modelo econômico neoliberal, está garantido”.

Segundo a presidente, mais de 30% das 36 medidas prometidas no período eleitoral foram cumpridas. O rebaixamento da idade para receber atendimento hospitalar gratuito para 60 anos e os projetos que aumentam as pensões, ampliam a cobertura das assistências e outros foram enviados ao Congresso. Michelle foi a primeira mulher eleita presidente na América do Sul e também a primeira ministra da Defesa do país, entre 2002 e 2004. (Para ouvir a matéria em MP3 clique aqui)