Chile: arquivo 2005

Acesso à informação pública

Ter acesso à informação pública não é uma tarefa fácil no Chile. Pese que somente cinco de cada 100 solicitações de informação foram negadas por escrito, esta cifra poderia ser uma nota positiva, se não fosse o fato de que 69% dos pedidos de antecedentes que chegaram aos escritórios públicos não foram nem sequer respondidos. Esta realidade atribuiu ao Chile um novo e triste recorde em matéria de falta de transparência, segundo constatado em um estudo divulgado, recentemente, pela Corporação Participa e o Open Society Intitute, no qual o Chile aparece em último lugar entre 10 países em matéria de acesso à informação pública. Da Agência ADITAL, 20/5/2005..[+]

Chefe da repressão chilena assume crimes e responsabiliza Pinochet

SANTIAGO. Depois de mais de 30 anos de silêncio, o ex-chefe da Dina, a polícia política da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), confessou ontem que comandou cerca de 580 assassinatos de opositores do regime. O general Manuel Contreras, que liderou o órgão repressor entre 1973 e 1977, divulgou ontem, por meio de seu advogado, um documento de 30 páginas em que reconhece seu papel na perseguição de opositores e acusa o ex-ditador de ter se escondido atrás de um nefasto silêncio para se eximir da responsabilidade pela morte de mais de três mil pessoas, que teriam ocorrido sob ordens de Pinochet e com seu conhecimento. Do jornal O Globo, 14/5/2005..[+]

Prisão de nazista é festejada

SANTIAGO. Os habitantes da Colônia Dignidade comemoraram a detenção de seu ex-líder, Paul Schaefer, que converteu o lugar em um enclave onde opositores de Augusto Pinochet foram torturados e dezenas de crianças sofreram abusos. “Sentimos alívio com essa captura”, afirmou Michael Müller, porta-voz da agora chamada Villa Baviera, cujo acesso está pela primeira vez aberto e seus habitantes já não fogem dos estranhos. Segundo Müller, o ex-suboficial nazista que em 1961 fundou a Colônia em Parral, a 380 km ao Sul de Santiago, ”trouxe conflitos à comunidade”. Do Jornal do Brasil, 12/3..[+]

Pinochet livre

A Corte de Apelações do Chile confirmou ontem a liberdade do ex-ditador Augusto Pinochet, mediante o pagamento de uma fiança de cerca de US$ 3,5 mil. Pinochet, de 89 anos, permaneceu apenas sete dias em prisão domiciliar. Ele é acusado de crimes da Operação Condor. A corte recusou ainda o pedido de uma juíza argentina para interrogá-lo sobre o assassinato do general Carlos Prats em Buenos Aires. Do jornal O Globo, 13/1..[+]

Pinochet: Justiça pode acusá-lo de mais três crimes

SANTIAGO. A Justiça do Chile deve acusar o ex-ditador Augusto Pinochet por pelo menos três crimes diferentes por causa das contas secretas que mantinha no banco americano Riggs. A informação foi divulgada em reportagem ontem no jornal “El Mercurio”. Uma carta em que o juiz Sergio Muñoz, responsável pelas investigações, declara a intenção de indiciar Pinochet por diferentes crimes foi divulgada pelo periódico. “Tenho suspeitas fundamentadas da participação de Pinochet em três crimes: desvio de dinheiro público, negociações incompatíveis e (reiteradas), e declarações maliciosamente incompletas ao sonegar impostos”, diz um trecho da carta. Do jornal O Globo, 10/1..[+]

A detenção de Pinochet

O processo a Pinochet se junta com o pedido de extradição de Fujimori e possíveis julgamentos a outros ditadores. A democratização na América Latina e o mundo ganhariam muito se estas investigações chegassem até as empresas e figuras estadunidenses, tais como Henry Kissinger, que lhes alentaram, armaram e deram apoio logístico e financeiro. A análise é de Isaac Bigio, em janeiro de 2005..[+]

Pinochet ficará em prisão domiciliar no Chile

Iván Pavez, representante do juiz chileno Juan Guzmán, foi nesta quarta-feira (5) à residência do ex-ditador Augusto Pinochet localizada em Los Boldos, a 100 quilômetros ao sul de Santiago, para notificá-lo sobre sua prisão domiciliar. Ele é acusado por 9 seqüestros e um homicídio durante a ditadura militar chilena (1973-1990). Da Agência Ansa, 5/1..[+]

Revista diária fundada em 13 de maio de 2000.

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