Central Sindical e Popular aprova diretrizes de ação

A manhã de domingo, dia de votação das resoluções da Coordenação Nacional, é o momento em que os debates dos dias anteriores, são sintetizados para se tornar ação.

Em primeiro foram votadas as resoluções aprovadas nos grupos setoriais que aconteceram no dia anterior. Negros e negras, aposentados, mulheres, LGBT, servidores públicos, petroleiros, cultura, saúde do trabalhador, educação. Como uma das primeiras ações em decorrência dos debates temos pela frente a preparação do Dia Internacional da Mulher, o 8 de março.

Após a aprovação dos relatórios, foram apresentados e defendidos adendos e destaques às propostas de resolução referentes aos temas discutidos nos dias anteriores. Internacional, nacional, eleições sindicais, 1º de Maio, 8 de março e outros. Também foi encaminhada a votação das moções.

Após a reunião os representantes das categorias que estiveram presentes na reunião da coordenação já começam a organizar três atividades importantes a partir do trabalho cotidiano de suas bases: o 8 de março, o dia 24 de abril e o 1o de Maio.

Uma das principais resoluções, a de conjuntura nacional, aborda a importância de jornada de 24 de abril e orienta a sua preparação em cada uma das categorias de trabalhadores. Leia um trecho:

“Nossa principal atividade nesse momento é a preparação e realização da jornada nacional de lutas e da marcha em Brasília, no dia 24 de abril. Essa jornada busca unificar e dar um sentido comum às lutas em curso. Não se trata de agitar apenas um discurso politizado nas nossas categorias, mas construir, nos limites da realidade, a unidade na luta em torno a um programa de enfrentamento aos patrões e aos governos.

A base é a plataforma/programa da jornada, o que inclui a luta contra o ACE, em defesa dos direitos trabalhistas, a exigência de revogação da reforma da previdência de 2003, o fim do fator previdenciário e contra a nova reforma concretizada na fórmula 85/95 (avançando para 95/105), a luta pela anulação da reforma da previdência-2003, comprada com o mensalão e toda uma série de bandeiras em defesa do emprego, dos salários, dos serviços públicos, da saúde e educação, moradia, terra, contra as privatizações, contra a criminalização dos movimentos sociais, etc.

Em cada luta que ocorrer ou campanha salarial que se inicia, a realização da marcha deve ser uma referência no calendário. Por exemplo, estão em greve nesse momento os servidores municipais de Teresina/PI e os operários do Comperj. Essas lutas devem ter a jornada como referência, mas também nas atividades mais gerais como as que teremos no dia 8 de março e 1º de maio.

A preparação já começou e, em alguns estados e categorias como no funcionalismo federal, em Minas e no Pará – onde está sendo organizado um dia estadual de mobilização. Em São Paulo está sendo convocada uma plenária no dia 2 de março e já ocorreu um encontro estadual de trabalhadores assalariados rurais e sem terra, organizado pela FERAESP e o MST do Pontal do Paranapanema, que decidiram se incorporaram à jornada, além de vários outros estados onde já se iniciaram movimentações importantes.

Destacamos ainda que no setor da educação básica temos condições de organizar uma participação ampla na jornada e na marcha. Ao ajustarmos a data para o mesmo período da paralisação nacional chamada pela CNTE, abrimos um espaço importante na disputa com as direções governistas, apoiados numa forte disposição de luta da categoria.

É muito importante o fato de que não estamos construindo uma atividade de aparato, da CSP-Conlutas, e sim uma grande atividade em unidade com setores de outras centrais e diversas organizações dos movimentos sociais que, nesse momento, se dispõem a lutar contra os ataques desferidos pelos patrões, o governo, contando com a colaboração de parcelas importantes das direções sindicais governistas.”

Fonte: CSP-Conlutas