Casos de violência no Rio: Lucas Batista de França (Rocinha)

No dia 27 de junho de 2005, uma operação da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais – CORE da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro – PCERJ) na favela da Rocinha resultou na morte de Lucas Batista de França. Por volta das 07h30, os policiais do CORE entraram na favela sem atirar e se espalharam pelas lajes de algumas casas.

Lucas (que estava com 16 anos) subiu na laje da casa onde morava para encher as caixas d’água e ficou sentado com um amigo no sofá. Sua mãe estava em casa, mas não chegou a ouvir barulho de tiro algum, apenas o chamado de socorro do amigo de Lucas. Imediatamente apareceram policiais no beco sem saída onde se localiza a casa da vítima.

Uma das primas de Lucas que estava em casa pediu socorro aos próprios policiais que apareceram no local, mas um dos policiais apertou o fuzil contra o peito dela e exigiu que ela voltasse para onde estava. Vários policiais subiram até a laje da casa, enrolaram Lucas num cobertor, jogaram-no em cima do amigo que presenciou o episódio e desceram novamente para a rua. Ao serem questionados sobre aquela atuação por outra testemunha, os policiais disseram que Lucas estava com uma bomba na mão. Entretanto, quando morreu, Lucas segurava seu tênis que deixou na laje secando para ir para a escola.

Lucas cursava a 8a série do Ensino Fundamental no CIEP Ayrton Senna. O corpo de Lucas foi levado para uma das entradas da favela (conhecida como Pracinha) por um vizinho. Os policiais desceram a pé, guiados pelo próprio pai da vítima, pois alegaram não saber retornar daquele ponto da favela. O corpo de Lucas ficou estirado no chão, como exibem as fotos das matérias de diferentes jornais, até os policiais decidirem retirá-lo do local para alegar que prestaram socorro à vítima. Leia mais sobre o caso clicando no título.