Carvão “encarece” babaçu, fonte de renda de 400 mil famílias

A coleta e a extração da amêndoa do coco de babaçu, atividade que responde pela renda familiar de mais de 400 mil mulheres nos Estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí, tem sofrido um revés significativo desde que o potencial calorífico do carvão vegetal produzido a partir do coco inteiro ou de sua casca foi “descoberto” pelas indústrias siderúrgicas de produção de ferro-gusa abastecidas pelo minério de Carajás.

Ativas na região há mais de um século, as quebradeiras de coco babaçu, reconhecidas e incluídas pelo governo federal no conceito de População Tradicional no início de 2007, desenvolvem uma das atividades extrativistas economicamente mais importantes da região amazônica. Mesmo distante, possibilidade de conversão em biodiesel também pode contribuir para valorização (…) Matéria de Verena Glass para o Repórter Brasil (clique no título).