Bombeiros trazem PMs e professores para o movimento

Depois de dias obedecendo as ordens do governo estadual, ontem, associações de cabos, soldados e oficiais da Polícia Militar decidiram apoiar o movimento dos bombeiros, com a criação de uma frente única de luta por maiores salários e pela liberdade dos 439 oficiais presos em Niterói. O grupo é apoiado, também, pelo Sindicato dos Policiais Civis.
Ontem, na avenida Nilo Peçanha, no Centro, os brasões das duas corporações apareciam em cartazes com as palavras “Juntos somos fortes!”. A concretização da união aconteceu depois de uma reunião entre representantes do movimento e o novo comandante do Corpo de Bombeiros,
coronel José Simões, nomeado pelo governador Sérgio Cabral
. Hoje, eles vão entegar a Simões um documento no qual pedem a libertação imediata dos oficiais presos e uma audiência com Cabral. A reivindicação do piso salarial foi elevada de 2 mil para 2.900 reais.
“Somos militares como os PMs. Os soldos são iguais. Não pode haver diferença. Estamos unidos com um mesmo propósito”, disse Nilo Guerreiro, presidente da Associação de Cabos e Soldados dos Bombeiros, ao jornal O Globo.
Desde segunda-feira pela manhã já era possível ver pelas escadarias da Alerj policias adereçados com as fitas vermelhas que têm sido distribuídas pelos bombeiros a simpatizantes do movimento. Quando um oficial superior passou pelo acampamento à tarde, no entanto, os PMs tiveram que retirar as fitas, temendo represálias.
No próximo domingo, bombeiros, policiais militares, partidos e organizações populares estarão juntos em uma marcha pela orla de Copacabana. A concetração está marcada para começar às 9h, em frente ao Copacaba Palace, e a previsão é de que o ato seja bastante ecumênico.
Em Brasília, parlamentares alarmados
Ontem, deputados federais de vários estados fizeram um apelo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que ele entre em contato com o governador Sérgio Cabral e peça pressa nas negociações para minimizar a crise aberta com o movimento. O motivo seria evitar, como temem os parlamentares, que as manifestações comecem a se espalhar pelo país.
No Rio, na onda do movimento, professores da rede estadual também entraram em greve. A categoria reivindica um aumento de 26% e fará uma passeata amanhã, partindo da Candelária à Alerj, às 13h.

bombeiros

Depois de dias obedecendo as ordens do governo estadual, ontem, associações de cabos, soldados e oficiais da Polícia Militar decidiram apoiar o movimento dos bombeiros, com a criação de uma frente única de luta por maiores salários e pela liberdade dos 439 oficiais presos em Niterói. O grupo é apoiado, também, pelo Sindicato dos Policiais Civis. O clima de tensão já chegou até Brasília.

Ontem, na avenida Nilo Peçanha, no Centro, os brasões das duas corporações apareciam em cartazes com as palavras “Juntos somos fortes!”. A concretização da união aconteceu depois de uma reunião entre representantes do movimento e o novo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel José Simões, nomeado pelo governador Sérgio Cabral. Reuniões têm acontecido todos os dias sem, no entanto, nenhum acordo efetivo.

Hoje, eles vão entegar a Simões um documento no qual pedem a libertação imediata dos oficiais presos e exigem uma audiência com Cabral. A reivindicação do piso salarial foi elevada de 2 mil para 2.900 reais.

“Somos militares como os PMs. Os soldos são iguais. Não pode haver diferença. Estamos unidos com um mesmo propósito”, disse Nilo Guerreiro, presidente da Associação de Cabos e Soldados dos Bombeiros, ao jornal O Globo.

Desde segunda-feira pela manhã, já era possível ver pelas escadarias da Alerj policias adereçados com as fitas vermelhas que têm sido distribuídas pelos bombeiros a simpatizantes do movimento. Quando um oficial superior passou pelo acampamento à tarde, no entanto, os PMs tiveram que retirar as fitas, temendo represálias.

No próximo domingo, bombeiros, policiais militares, partidos e organizações populares estarão juntos em uma marcha pela orla de Copacabana. A concentração está marcada para começar às 9h, em frente ao Copacaba Palace, e a previsão é de que o ato seja bastante ecumênico.

Em Brasília, parlamentares alarmados

Ontem, deputados federais de vários estados fizeram um apelo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que ele entre em contato com o governador Sérgio Cabral e peça pressa nas negociações para minimizar a crise aberta com o movimento. O motivo seria evitar, como temem os parlamentares, que as manifestações comecem a se espalhar pelo país.

No Rio, na onda do movimento, professores da rede estadual também entraram em greve. A categoria reivindica um aumento de 26% e fará uma passeata amanhã, às 13h, partindo da Candelária em direção à Alerj. Lá, deverão encontrar com os bombeiros, que acampam nas escadarias do prédio desde domingo.

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