Bombeiros se revoltam e Cabral pede prisão de manifestantes

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral demonstrou mais uma vez truculência no trato com as manifestações populares. Cerca de dois mil manifestantes, entre bombeiros e familiares, ocuparam o Quartel Central da corporação na noite de ontem, depois de mais de dois meses de passeatas, greves e tentativas de negociação com o governo. Cabral decretou a prisão de todos os rebeldes.

Mesmo com a presença de mulheres e crianças nos pátios e galerias do complexo, o governador do estado determinou a invasão do quartel pela PM e pelo Bope, que invadiram o prédio armados, dispersando os manifestantes com bombas de efeito moral. “Não precisava essa truculência, nós estávamos em paz”, disse Eliane Pacheco, em entrevista ao Jornal do Brasil. Ela contou que, por volta das 6h da manhã, os manifestantes foram surpreendidos pelo barulho de bombas, enquanto conversavam tranquilamente no pátio central.
Durante o confronto, a polícia chegou a disparar balas de borracha e até mesmo tiros de fuzil. Pelo menos duas crianças sofreram intoxicação e foram levadas ao hospital.
A deputada estadual pelo PSOL Janira Rocha estava dentro do quartel quando a polícia invadiu. O objetivo era intermediar as negociações. Segundo ela, os policiais teriam entrado por trás de forma “truculenta”. Ela contou ainda que uma mulher, grávida, teria abortado depois do choque da entrada policial.
Os bombeiros e guarda-vidas hoje têm um piso salarial de 950 reias líquidos, o menor da categoria em todo o país. Os manifestantes reivindicam um aumento de mil reais e vale transporte, que atualmente não recebem.
Pela manhã, Sérgio Cabral participou de uma reunião longa a portas fechadas com o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de segurança pública José Mariano Beltrame, entre outras autoridades. Cabral atribuiu a manifestação “a um grupo de vândalos e irresponsáveis que não irão prejudicar a imagem de uma instituição tão respeitada”.
Até agora, quase 500 oficiais foram presos e levados à corregedoria da corporação, em Niterói. Os manifestantes tiveram que ser levados em ônibus. Na saída do quartel, eram ovacionados por centenas de colegas, que acompanhavam a ação do lado de fora. Em uma página criada por manifestantes guarda-vidas, a mensagem é: “Não somos bandidos, somos heróis, bombeiros, chefes de família.”

O quartel foi tomado pelos rebeldes por volta das 19h e, mesmo com a presença de mulheres e crianças nos pátios e galerias do complexo, o governador do estado determinou a invasão pela PM e pelo Bope, que invadiram o prédio armados, dispersando os manifestantes com bombas de efeito moral.

“Não precisava essa truculência, nós estávamos em paz”, disse Eliane Pacheco, em entrevista ao “Jornal do Brasil”. Ela contou que, por volta das 6h da manhã, eles foram surpreendidos pelo barulho de bombas, enquanto conversavam tranquilamente no pátio central. Durante o confronto, a polícia chegou a disparar balas de borracha e até mesmo tiros de fuzil. Pelo menos duas crianças sofreram intoxicação e foram levadas ao hospital.

A deputada estadual pelo PSOL Janira Rocha estava dentro do quartel quando a polícia invadiu. Segundo ela, os policiais teriam entrado por trás e de forma “truculenta”. Janira contou ainda que uma mulher, grávida, teria abortado depois do choque da entrada dos agentes.

Os bombeiros e guarda-vidas hoje têm um piso salarial de 950 reais líquidos, o menor da categoria em todo o país. Os manifestantes reivindicam um aumento de mil reais e o recebimento de vale transporte.

Pela manhã, Sérgio Cabral participou de uma reunião longa a portas fechadas com o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de segurança pública José Mariano Beltrame, entre outras autoridades. Cabral negou a representatividade do movimento atribuiu a manifestação “a um grupo de vândalos e irresponsáveis que não irão prejudicar a imagem de uma instituição tão respeitada”. Disse ainda que todos responderão administrativa e criminalmente. O código militar proíbe qualquer tipo de levante.

Não foi a primeira vez que o governador dispersou manifestações populares com agressividade. Em março, durante a visita do presidente estadounidense Barack Obama, treze pessoas foram presas durante um ato político. Até agora, quase 500 oficiais foram presos e levados à corregedoria da corporação, em Niterói. Os manifestantes tiveram que ser transportados em ônibus. Na saída do quartel, eram ovacionados por centenas de colegas, que acompanhavam a ação do lado de fora. Em uma página criada por manifestantes guarda-vidas, a mensagem é: “Não somos bandidos, somos heróis, bombeiros, chefes de família.”

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