Bolívia: arquivo 2005


“Morir antes que esclavos vivir”

A revolução democrática na Bolívia

A Bolívia é um dos países mais sofridos de todo o continente, junto com o Haiti. Além do massacre da colonização – de que todos os países fomos vítimas -, a Bolívia sofreu dois golpes complementares: a Guerra do Pacífico, em 1879, em que perdeu a saída ao mar para o Chile e a Guerra do Chaco, nos anos 30 do século passado, em que perdeu territórios para o Paraguai. A análise é de Emir Sader, a Agência ADITAL, em 26/12/2005.

Governo ordena tomada de campos petrolíferos

LA PAZ. O governo boliviano ordenou que as Forças Armadas tomem os campos petrolíferos do país, baseando-se em uma lei aprovada em maio pelo Congresso e considerada um confisco pelas empresas multinacionais de hidrocarbonetos que operam no país. O presidente interino, Eduardo Rodríguez, determinou, por meio de decretos, que os Ministérios de Recursos Energéticos, Governo (Interior) e Defesa “coordenem as tarefas e as ações com a finalidade de garantir o controle do Estado sobre as jazidas de recursos energéticos”. Da AFP, 28/5/2005..[+]

Greve nos transportes agrava caos social em La Paz

Uma greve nos transportes públicos agravou o quadro de caos social na Bolívia, onde os movimentos sociais pedem a nacionalização das empresas de petróleo e gás e a renúncia do presidente. Governo dos EUA alertou cidadãos norte-americanos sobre situação no país. Da Agência Carta Maior, 26/5/2005..[+]

Em risco, a unidade nacional

LA PAZ. Após 18 meses de ingovernabilidade, cujo responsável direto é o presidente Carlos Mesa, a Bolívia ingressou em uma etapa de definições com base em uma agenda que se arrasta desde outubro de 2003 quando bolivianas e bolivianos expulsaram da Presidência Gonzalo Sánchez de Lozada. As demandas que buscam soluções estruturais para o país são: a Assembléia Constituinte, uma nova Lei de Hidrocarbonetos (petróleo, gás), a eleição de prefeitos e a convocação de um Referendo Autônomo. Do Brasil de Fato, 19/5/2005..[+]

“Carlos Mesa quer aprovar uma lei que favoreça as empresas transnacionais, cobrando-lhes royalties de apenas 18%, e lhes dando o direito de explorar por mais 40 anos os únicos recursos naturais que nos restam.

Manuel Morales Dávila, deputado do partido Movimento ao Socialismo (MAS), março de 2005


Câmara aprova projeto de lei de hidrocarbonetos

A Câmara dos Deputados da Bolívia aprovou, no dia 16, o projeto de lei de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) que estabelece em 18% os royalties que devem ser pagos pelas empresas petrolíferas, além de fixar 32% de impostos não deduzíveis nem compensáveis. A lei deverá ainda ser referendada pelo Senado e depois pelo presidente, que não apoiou a iniciativa e defendia que os impostos de 32% pudessem sofrer deduções ou compensações. O Movimento ao Socialismo (MAS), por meio de seu líder e principal opositor do governo, Evo Morales, aprovou a iniciativa, apesar de ela não contemplar todas as reivindicações do partido. “Não é um êxito, mas em grande parte, nos pontos centrais, o povo boliviano ganhou”. Do Brasil de Fato, 24/3/2005..[+]

água
Bolívia e Uruguai: resistência popular

A luta mundial contra a privatização das águas tem dois exemplos recentes de inspiração. As mobilizações populares na Bolívia contra as transnacionais e o plebiscito popular no Uruguai são referências na defesa dos recursos hídricos. Do Brasil de Fato, 24/3..[+]

La nueva crisis boliviana

LONDRES. Bolivia se encuentra en medio de una aguda crisis. El domingo 6 el presidente Carlos Mesa puso su cargo a disposición y dos días después el parlamento lo ratifica. Mientras él ha logrado conformar una amplia coalición de los partidos tradicionales, la izquierda y los sindicatos han respondido lanzando una ‘alianza anti-oligárquica’. Paralelamente se acrecientan los bloqueos que están semi-paralizado al país y afectando al comercio terrestre entre sus 3 principales ciudades (La Paz, Cochabamba y Santa Cruz). La república sudamericana más pobre puede estar al borde de una fuerte confrontación social. Por Isaac Bigio, marzo/2005

Crise uniu oposição, diz deputado

Segundo os termos aprovados por um referendo popular realizado em 18 de julho último, as empresas petrolíferas deveriam pagar 50% sobre seu faturamento para o Estado, “além de impostos normais que todas as pessoas pagam sobre produtos e serviços na Bolívia”, disse o deputado boliviano Manuel Morales Dávila, do partido Movimento ao Socialismo (MAS). Nesta semana, partidos de oposição e movimentos sociais assinaram o chamado “Pacto Revolucionário”, que deverá instensificar as manifestações contra o governo de Mesa. Da Agência Brasil, 12/3..[+]

”Crise na Bolívia foi apenas adiada”

Para o professor Emir Sader, da UERJ, presidente Carlos Mesa sai fortalecido com a rejeição, pelo Congresso, do pedido de renúncia, mas decisão não resolve problemas de fundo e adia crise. Da Agência Brasil, 9/3..[+]

Bolívia: o centro do Arco Indígena

A crise boliviana traduz a negativa das elites tradicionais, brancas e oligárquicas em reconhecer o avanço de movimentos sociais autônomos, à margem dos partidos tradicionais. Presidente Carlos Mesa e a tradição política local exigem eleições presidenciais apenas em 2007. Por.Francisco Teixeira, da Agência Carta Maior, 8/3. [+]

Com partido forte, movimento popular luta pela hegemonia política na Bolívia

Se há alguma posição golpista na Bolívia, ela não vem do movimento opositor, que reúne os povos historicamente excluídos, mas sim do atual presidente Carlos Mesa. Ele, que descumpriu a promessa de realizar novas eleições, usa a renúncia para conquistar mais poderes. Por.Emir Sader, 8/3, na Agência Carta Maior

Mesa desafia adversários a governar

O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, entregou ontem de manhã ao Congresso sua renúncia, anunciada na noite de domingo. Segundo ele, protestos contra as multinacionais do petróleo e pedidos de autonomia da rica província de Santa Cruz impedem a governabilidade do país mais pobre da América do Sul. Do Jornal do Brasil, 8/3..[+]

“ajuda” externa
O Banco Mundial na África

Jeffrey Sachs, professor na Universidade Harvard, foi o arquiteto da “terapia de choque” aplicada na década de 80 pelo ministro da Economia boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, o Goni, que derrubou a hiperinflação e, de quebra, destruiu a economia formal do país baseada na mineração. Goni presidiria a Bolívia entre 1993 e 1997 e, novamente, de 2002 até revolta popular de outubro de 2003, quando renunciou e fugiu para os EUA. Sachs qualificou Goni como “um gênio” e “uma figura política brilhante”. A Bolívia reinventada pelos experimentos ultraliberais da dupla dinâmica é um caldeirão de turbulência política e exclusão social, no qual 70% da população vive abaixo da linha de pobreza. Por Demétrio Magnoli, 21/2/2005, no Clube Mundo..[+]

Bolivianos expulsam multinacional

Milhares de indígenas da cidade de El Alto se reuniram ontem no centro de La Paz, a poucas quadras da sede do governo boliviano, para comemorar a expulsão da empresa francesa ”Águas de Illimani” e questionar a presença de uma operadora espanhola de energia que atua no país. Do Jornal do Brasil, 14/1..[+]

Carlos Mesa: Modifica su política, adelanta elecciones o se va

“Como el principal enemigo del país” fue calificado el presidente Carlos Mesa por el diputado y jefe del Movimiento al Socialismo (MAS), Evo Morales, quien además le conminó a modificar su política socio-económica o adelantar las elecciones generales en Bolivia. Por Alex Contreras Baspineiro, 13/1/2005..[+]

Bibliografia
CartaCapital n.255, 27/8/2003, pág. 3;