Biblioteca: Paulo Nogueira Batista Jr. (2003 e 2004)

Nenhuma derrota é definitiva
Paulo Nogueira Batista Jr., 25 de novembro, 2004.
Nascido em Pombal, no sertão paraibano, Celso Furtado confirmou esplendidamente a célebre frase de Euclides. Em texto de 1972, “Aventuras de um economista brasileiro”, ele recorre à sua dura experiência de criança e adolescente, no interior do Nordeste, para explicar a formação em seu espírito de certos elementos invariantes, de algumas “idéias-força” das quais dificilmente poderia libertar-se sem correr o risco de desestruturar a sua personalidade.

Palocci em Comandatuba
Paulo Nogueira Batista Jr., 21 de abril, 2004. Antonio Palocci tem sido um alvo recorrente desta coluna. Lamento. Nada tenho contra o nosso ministro da Fazenda. Gostaria muito de poder apóia-lo. Mas Palocci não ajuda.

Recusando presente de grego
Paulo Nogueira Batista Jr., 15 de janeiro, 2004. Tudo tem limite – mesmo a estupidez dos economistas. Lição muitas vezes repetida acaba entrando em qualquer cabeça. Até os mais analfabetos e deslumbrados já perceberam que ondas financeiras favoráveis como a deste início de 2004 podem ser um presente de grego.

Argentina: o balanço que faltou
Paulo Nogueira Batista Jr., 13 de janeiro, 2004. O que se vê na Argentina de Kirchner é uma política governamental mais ousada, menos presa a fórmulas e rotinas convencionais, formando um contraste notável e, para muitos, inesperado com o Brasil de Lula.

Ortodoxia caricata?
Paulo Nogueira Batista Jr., 16 de dezembro, 2003. Ou o relato sobre a fala do ministro Palocci na reunião do Diretório Nacional do PT foi caricatural ou, junto com alguns parlamentares de esquerda, o PT resolveu expulsar também o mais elementar bom-senso político e econômico.

O presidente e os economistas
2 de dezembro, 2003. Se o presidente da República pedisse à sua assessoria um levantamento minucioso e abrangente dos juros básicos e dos spreads bancários praticados no resto do mundo, certamente concluiria, e de maneira inapelável: os juros brasileiros constituem uma aberração.

Mais um ano de FMI
11 de novembro, 2003. Argumentos usados na defesa de um novo acordo com o FMI não são inteiramente convincentes, e ainda não se sabe que preço o Brasil pagará por mais um ano de dependência.

O flagelo do desemprego
4 de novembro, 2003. Sem uma reorientação da política econômica, que crie condições para um crescimento sustentado, a taxas de pelo menos 5% ao ano, o desemprego continuará figurando como a principal ou uma das principais preocupações dos brasileiros.