Barbárie

Não se pode quebrar a ordem institucional do país, como vem acontecendo desde que começou a sabotagem do PSDB ao governo de Dilma Rousseff, sem que esta manobra de destruição minuciosa do tecido social e institucional, em algum momento não passe a se voltar contra os seus próprios artífices.

A destituição ilegal e inconstitucional da Presidenta da República, a perseguição implacável contra Lula, o PT e as suas principais figuras; o uso e abuso do aparelho judicial e da imprensa monopólica em favor dos perdedores das últimas eleições presidenciais, não podia deixar de ter um momento de reversão.

Em algum momento, a população deixa de ser espectadora passiva, vítima inerte ou submissa das manobras da delinquência política, e passa a agir ou a reagir. A história mostra que quando o excesso de cima ultrapassa todos os limites, também do lado de cá, do lado de baixo da pirâmide social, algo semelhante começa a acontecer.

Não se pode negar que a semeadura de ódio, desrespeito e divisão, que a quadrilha de ladrões atualmente no poder executou, está começando a se voltar contra os seus próprios articuladores.

Não é o mais desejável. Mas é o que foi construido, repetimos, com tenaz insistência e total desrespeito a toda norma de convivência civilizada, pelos elementos avessos aos direitos humanos, sociais e laborais, dos quais o atual regime no poder no país, é expoente.

É a barbárie que foi gerada pela ambição, a inveja, o egoísmo, a mesquinharia, a mentalidade colonial, o menosprezo à vida humana, o privatismo, a misoginia, o racismo, a fobia à diversidade sexual, a exclusão social, o ódio de classe.

Quando não há justiça, as pessoas passam a exercer a justiça com as próprias mãos. É o que está acontecendo. É a barbárie. Pode ser o começo de um recomeço civilizatório.

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