Aracruz ampliou seu patrimônio expulsando índios de suas terras, afirma CIMI

A multinacional fabricante de papel, Aracruz Celulose, se apresentou como injustiçada logo após o protesto das mulheres da Via Campesina, em Porto Alegre, em março deste ano, mas a empresa já causou muitos prejuízos ao povo brasileiro, principalmente às comunidades indígenas, segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI). No Espírito Santo, estado onde fica uma das fábricas da Aracruz, milhares de comunidades indígenas já foram expulsas de suas terras para a expansão do território da empresa. Nas aldeias Guaranis, o total de índios expulsos é de 239 e na Aldeia Tupiniquins, este número chega a 2012 índios. O maior prejuízo é o da comunidade de Caieiras Velhas, onde 261 famílias perderam suas terras.

Nos primeiros três meses de 2006, a empresa registrou um lucro liquido de aproximadamente 348 milhões de reais. O aumento na renda é de 73% comparado ao lucro da empresa no mesmo período de 2005. Nos últimos três anos, a empresa recebeu ainda, dois bilhões de reais dos cofres públicos. O CIMI denuncia que, além da tomada de terras dos índios, a empresa é responsável também pela destruição de boa parte da Mata Atlântica, onde 220 mil hectares foram utilizados para o plantio dos eucaliptos, criando o chamado deserto verde. (Marina Mendes, da Agência Notícias do Planalto, 12/4/2006)

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