ACNUR lança consultas sobre os direitos dos refugiados LGBTI

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta semana uma série de consultas para identificar formas de assegurar que refugiados lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI) estejam mais bem protegidos e possam buscar justiça e apoio quando sofrerem situações de violência e discriminação.

Ecoando o tema escolhido para o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, “Justiça e Proteção para Todos”, a primeira rodada de consultas com organizações e defensores LGBTI aconteceu no dia 16 de maio, em Genebra, na Suíça. Outras consultas serão realizadas em diferentes partes do mundo nos próximos meses.

“O ACNUR tem trabalhado arduamente para garantir que os solicitantes de refúgio e refugiados LGBTI estejam protegidos onde quer que estejam, mas precisamos nos mobilizar ainda mais. É por isso que é tão importante ouvir e unir forças com indivíduos e organizações que possuem conhecimento especializado sobre esta questão”, disse o alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi.

Com mais de 70 países do mundo ainda criminalizando as relações entre pessoas do mesmo sexo, muitas pessoas LGBTI continuam a sofrer graves abusos dos direitos humanos e perseguições. Forçados a buscar segurança e proteção no exterior, geralmente enfrentam riscos semelhantes ou até maiores quando chegam aos países de acolhida.

“É vital criarmos espaços seguros para os solicitantes de refúgio e refugiados LGBTI, para que eles não se sintam compelidos a esconder sua orientação sexual ou identidade de gênero em um esforço para se proteger”, disse Grandi, observando que, nos últimos anos, o ACNUR investiu no desenvolvimento de orientações, ferramentas e treinamento sobre questões LGBTI para seus funcionários e parceiros.

O alto-comissário observou que tem havido muitos exemplos encorajadores do trabalho feito nos últimos anos, como trabalhar com líderes LGBTI na África para aumentar a divulgação e encaminhamento para serviços, construindo redes com os empregadores para criar oportunidades para os refugiados LGBTI nas Américas e estabelecer grupos de apoio à juventude LGBTI na região do Oriente Médio.

“Esses esforços também devem ser refletidos em nossa força de trabalho. Os colegas LGBTI que trabalham para o ACNUR devem se sentir seguros e livres do medo de julgamento ou discriminação, e confiantes de que recebem oportunidades de carreira iguais e o apoio de que precisam”, disse o Alto Comissário. “A luta pelos direitos LGBTI é sobre cada um de nós. É sobre a nossa diversidade e nossa humanidade. Todos nós devemos desempenhar um papel ativo no combate à homofobia, transfobia e bifobia”, concluiu ele.

Fonte: Nações Unidas

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