A cidade é grande. Nós, pequenos

Encontrei hoje, no Bairro de Fátima, no Rio, um senhor do Paraná, mais de 70 anos, muito inteligente, perdido, sujo e sem emprego. Sem teto, sem dignidade.

Principal reclamação: na Avenida Rio Branco, mais de 50 pessoas passaram sem olhar, apesar do chamado dele. Pedia ajuda, sim, mas sobretudo atenção.

É isso, talvez, enfim, o que a “cidade grande” se tornou: um monte de gente pensando apenas em si, sem coração, sem tempo para exercitar o olhar.

E há ainda os que olham e não enxergam, assim como os que ouvem e não entendem, os que sofrem e não choram(não mais), pq tem sido assim, e acredita-se ser esse o preço da evolução, ou da concretização dos fatos de que há um Deus por vir, que salvará a todos, pq definitivamente não somos capazes de nos salvar…

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