‘500 dias de luta contra essa prisão ilegal do presidente Lula’, dispara oposição

As bancadas de oposição ao governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL) reuniram-se hoje (20) para um ato em frente ao Ministério da Justiça. Na pauta, os 500 dias da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma prisão considerada política, como apontam as evidências do escândalo da Vaza Jato. Hoje ministro da Justiça de Bolsonaro, Sergio Moro, atuou em conluio com o Ministério Público, quando juiz federal, para conseguir aplicar seu projeto de poder.

O líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), deu início ao ato ainda nas dependências do Congresso, com posterior caminhada até o ministério. “São 500 dias de luta, de resistência, contra essa prisão injusta e ilegal do presidente Lula. 500 dias em que o presidente recebeu a solidariedade e o apoio, não só dentro do país, mas de lideranças do mundo inteiro”, disse, ao lembrar as inúmeras visitas que Lula recebe, que incluem de ex-chefes de Estado, até um prêmio Nobel da Paz.

“Queremos que lula tenha direito a um julgamento justo, algo que não teve até hoje”, completou Pimenta. “Hoje é um dia muito importante, marca 500 dias de uma postura de alguém que sabe que está em Curitiba por conta de tudo que ele representa, por tudo que ele realizou em sua vida, em seu governo. Por tudo aquilo que ele representa de expectativa de futuro para o povo brasileiro.”

A parcialidade de Moro também foi alvo de um ato de denúncia na noite de ontem (19) quando juristas afirmaram: #MoroMente.

Vaza Jato

A presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), ao se declarar indignada com a situação, lembrou que, desde a prisão de Lula, no dia 7 de abril do ano passado, a defesa acusa Moro de ser parcial. Agora, com a Vaza Jato, liderada pelo The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos, escancara o problema.

“Precisou vir a público a Vaza Jato para comprovar que o que dizíamos era realidade. Para além do que dizíamos. O que está sendo revelado é de grande gravidade. Não só o conluio entre juiz e acusador, não só orientações de testemunhas, de delações mas, também, a busca de informações sigilosas junto à Receita Federal. Isso é muito grave.”

Enquanto isso, no STF…

Gleisi reafirmou a necessidade de posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamentos pendentes, como da suspeição de Moro. “Reafirmamos a necessidade da manifestação do STF, do Congresso e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Falamos para além da liberdade de um homem, e sim pela defesa da democracia brasileira. Os fatos mostram que estávamos sempre com a verdade, que prevalecerá.”

Falando por outro partido da oposição, o Psol, o deputado Glauber Braga (RJ) também pediu celeridade da Justiça. “O Brasil tem um preso político e seu nome é Luiz Inácio Lula da Silva. Esperamos que o STF faça justiça e julgue a libertação do ex-presidente. Não há outra resposta possível a não ser a liberdade do ex-presidente Lula. Reafirmamos nossa posição e temos a convicção de que a sociedade brasileira, para ser efetivamente democrática, deve respeitar ampla defesa e contraditório, não pode conviver com a existência de um preso político.”

Capacho dos EUA

Foram vários os resultados desse longo processo vivido pelo Brasil nos últimos anos. Passa pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, sem crime de responsabilidade, e por toda a Operação Lava Jato que, além de prender Lula e retirá-lo das eleições de 2018, fragilizou a indústria nacional, abrindo as portas para uma onda entreguista no país. No centro, o projeto de poder de extrema-direita de Moro e Bolsonaro.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembrou esse processo. “Com Lula preso, o Brasil foi entregue aos Estados Unidos. Arrebentaram o Brasil, os empregos, em nome de eleger um governo capacho. Querem entregar a Amazônia para as mãos dos norte-americanos. Lula defendia a Amazônia para o povo brasileiro, Bolsonaro defende a Amazônia para os Estados Unidos. Lula defende soberania, Bolsonaro e Moro são entreguistas.”

Fonte: Rede Brasil Atual

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