2013

Quando eu era jovem, muito mais jovem do que agora, nem pensava em coisas como a morte. Um jovem não pensa na morte. Mas agora não tenho mais remédio que pensar, embora não goste, embora tente dispensar, não pensar.

Nesta altura da vida, nesta altura de mim mesmo, já não posso mais fazer de conta de que nunca morrerei, de que nunca morrerão meus seres mais queridos.

No entanto, contudo, porém, todavia, embora tenha aprendido que um dia, sim, um dia todos nós morremos fisicamente, definitivamente, ainda assim, decido que continuarei pelejando para que a eternidade me envolva por completo, ainda no meio da minha caminhada terrestre.

Creio que, como seres humanos, podemos adiar ao máximo a morte prematura, a morte prévia, a morte anterior. Aquela que consiste em arriar bandeiras, em desistir, em deixar de se maravilhar com o milagre de estarmos vivos.

Tem passado muito tempo desde os dias em que começou a minha vida. Muitos dias, muitos anos, muitas horas, muitos instantes. Mas ainda assim, ainda nesta quase véspera de um novo ano, como todo mundo, continuo apostando que o dia que vem, que o ano que vem, a vida que vem, será melhor, muito melhor.

Mais justiça, mais amor, mais paz, mais solidariedade. Mais do que nos faz sermos mais humanos. Não tentaria, nesta altura da minha vida, nesta altura de mim mesmo, dar lições de nada para ninguém.

Mas nada irá me tirar o privilégio –espero e decido — nada irá me privar, repito, do direito de dizer que a vida é e será sempre, muito mais bonita.

Não creio que deva, a esta altura da vida, a esta altura de mim mesmo, ter que me arrepender de qualquer coisa. Creio que há algo como uma luz infinita, um sol imenso, a estar muito perto de todos nós.

Essa luz, esse sol infinito, está ao alcance de cada um de nós, de cada uma. Basta querer, basta se empenhar, e tenho a certeza de que todos vocês, todas vocês, tem se empenhado, continuarão se empenhando, como eu, nesta longa caminhada em direção ao nosso verdadeiro ser.

Feliz 2013.

———–A continuación, en castellano———————

2013

Cuando yo era joven, mucho más joven que ahora, no pensaba en cosas como la muerte. Un joven no piensa en la muerte. Pero ahora no tengo más remedio que pensar, aunque no me guste, aunque trate de dispensar, no pensar.

A esta altura de la vida, a esta altura de mí mismo, ya no puedo más hacer de cuenta de que nunca moriré, de que nunca morirán mis seres más queridos.

Sin embargo, a pesar de todo, aunque haya aprendido que un día, sí, un día todos nosotros moriremos físicamente, definitivamente, aún así, decido que continuar é peleando para que la eternidad me envueva por completo, aún en medio de mi caminata terrestre.

Creo que, como seres humanos, podemos postergar al máximo la muerte prematura, la muerte previa, la muerte anterior. Aquella que consiste en arriar banderas, en desistir, en deixar de maravillarse frente al milagro de estar vivos.

He pasado mucho tiempo desde los días en que comenzó mi vida. Muchos días, muchos años, muchas horas, muchos instantes. Pero aún así, aún en esta casi véspera de un nuevo año, como todo el mundo, continúo apostando que el día que viene, que el año que viene, la vida que viene, será mejor, mucho mejor.

Más justicia, más amor, más paz, más solidaridad. Más de lo que nos hace ser más humanos. No intentaría, a esta altura de mi vida, a esta altura de mí mismo, dar lecciones de nada a nadie.

Pero nada me irá a sacar el privilegio –espero y decido — nada me irá a privar, repito, del derecho de decir que la vida es y será siempre, mucho más bonita.

No creo que deba, a esta altura de la vida, a esta altura de mí mismo, tener que arrepentirme de nada. Creio que hay algo así como una luz infinita, un sol inmenso, acompañando nuestros pasos.

Esa luz, ese sol infinito, está al alcance de cada uno de nosotros, de cada una. Basta querer, basta empeñarse, y tengo certeza de que todos ustedes, todas ustedes, se han empeñado, continuarán empeñándose, como yo, em esta larga caminata en dirección a nuestro verdadero ser.

Feliz 2013.

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