“Efeito positivo” da barbárie

Uma ação militar de curta duração contra o Iraque tem um impacto menor na economia mundial e, inclusive, poderia ter um efeito positivo, ao eliminar a incerteza que paira no mercado financeiro internacional, suscitada pela atual situação.

Sabe de quem é este pensamento?

Este trecho acima não é de nenhum site de extrema direita europeu, nem de algum grupo republicano fundamentalista dos Estados Unidos. Era a opinião oficial do Fundo Monetário Internacional (FMI) em setembro de 2002, reproduzida na matéria “FMI acha guerra positiva” do dia 21 do mesmo mês e ano, no Jornal do Brasil.

“Se a ação durar pouco tempo e se limitar ao Iraque, creio que o efeito será menor na economia e ainda poderá trazer algum efeito positivo, porque esclareceria a atual situação do mercado”, disse o diretor-gerente do FMI à época, Horst Koehler, em entrevista publicada dia 20/09/2002 no jornal Herald Tribune.

Além de reconhecimento pelo “bom senso” de sempre, estes dirigentes deveriam ganhar algum tipo de prêmio neonazista de bizarrices sociológicas. Atualmente, Koehler é o presidente alemão, o que por lá não quer dizer muita coisa.

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